Butantan suspende produção de CoronaVac por falta de novos pedidos

Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan do Brasil, fala ao lado do Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do Secretário Executivo do Comitê de Saúde, João Gabbardo, durante uma coletiva de imprensa sobre a vacina chinesa Sinovac contra a doença do coronavírus (COVID-19) no Instituto Butantan em São Paulo, Brasil, dezembro 23, 2020. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan do Brasil, fala ao lado do Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do Secretário Executivo do Comitê de Saúde, João Gabbardo, durante uma coletiva de imprensa sobre a vacina chinesa Sinovac contra a doença do coronavírus (COVID-19) no Instituto Butantan em São Paulo, Brasil, dezembro 23, 2020. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Instituto Butantan interrompeu a fabricação da CoronaVac, primeira vacina contra a covid-19 aplicada no Brasil. Sem novos pedidos por lotes do imunizante, a instituição não tem previsão de retomada da produção. O último lote foi feito em outubro de 2021, de acordo com a instituição. O Butantan —ligado ao governo paulista— forneceu mais de 110 milhões de doses ao Ministério da Saúde. O último envio ocorreu em fevereiro deste ano. Desde então, alega que não foi procurado para firmar novos contratos.

A vacina foi alvo de disputa política entre o ex-governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela foi aprovada pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) para uso emergencial em janeiro do ano passado e segue sendo usada na vacinação de crianças e adolescentes. Com a oferta de outros imunizantes e a ausência do registro de uso definitivo, a CoronaVac perdeu espaço na campanha nacional de vacinação. As outras três vacinas aplicadas no Brasil já contam com registro definitivo pela Anvisa: Pfizer, AstraZeneca e Janssen.

Registro definitivo

Em abril deste ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o fim da emergência sanitária pela covid-19 no país. Com isso, somente os imunizantes com registro definitivos podem ser utilizados em adultos —por isso, a CoronaVac ficou restrita a crianças e adolescentes. Ao UOL, Marcelo Queiroga declarou que o imunizante ainda é útil para o esquema vacinal primário (ou seja, as primeiras duas doses), mas alega que a falta de registro definitivo é um empecilho para comprar mais doses do Butantan.

Uma pesquisa feita no Chile confirmou que a CoronaVac, em crianças, pode prevenir mais de 90% das internações pela covid-19. O Ministro ainda afirmou que se a CoronaVac conseguir o registro definitivo da Anvisa, será possível considerá-la como opção ao Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan deve entregar análises da eficácia da vacina que foram solicitadas pela Anvisa na primeira quinzena de julho. O Butantan, entretanto, afirma que a eficácia da CoronaVac na dose de reforço ou terceira dose já foi comprovada cientificamente por estudos na China, Turquia e Chile.

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