BWM oferece sistema de aquecimento dos assentos por assinatura

BMW está oferecendo certas opções do carro como serviço por assinatura (Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)
BMW está oferecendo certas opções do carro como serviço por assinatura (Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)
  • Consumidor deverá pagar uma taxa mensal para obter o serviço;

  • Carro já vem com todo sistema instalado, sendo bloqueado via software pela BMW;

  • Prática fere o direito de propriedade, afirmam clientes.

A BMW está inovando no mercado de automóveis, e de acordo com os fãs de carro, é uma mudança para pior. Normalmente ao comprar um carro é normal poder adicionar itens e confortos extra, como bancos de couro, sensores, freios. Só que a montadora alemã quer cobrar o aquecimento dos assentos, um recurso quase indispensável em países frios, como um serviço de assinatura.

O aquecedor e o sistema de aquecimento, ferramentas obviamente utilizadas para aquecer os bancos, já virão instalados em todos os carros, só que não poderão ser ativados pelo painel do veículo. O software que os controla estará bloqueado pela BMW.

Por enquanto a novidade está sendo implementada em alguns poucos países, como o Reino Unido e a Coréia do Sul. Há também a opção de desbloquear a ferramenta com um único pagamento, como um acesso vitalício.

Visões antagonistas

Por um lado a empresa afirma que o sistema de assinatura é uma forma dos usuários experimentarem algum recurso, e depois decidirem se querem realmente utilizá-lo, ou se conseguem viver sem. É uma forma também de facilitar a instalação, já que os componentes já vêm instalados, sem necessidade de levar o veículo a uma concessionária para implementá-lo.

Pelo outro, os compradores afirmam que o sistema criado pela BMW vai contra o conceito de propriedade. Se o usuário já comprou um carro que vem com um sistema de aquecimento, por que pagar a mais pela sua utilização?

O sistema de aquecimento dos bancos não é a única opção que a BMW colocou sob o serviço de assinatura, e ela também não é a única montadora a realizar a prática.

Em todo mundo de tecnologia, esse tipo de prática se torna cada vez mais comum, gerando inclusive um grande debate entre a Apple e os donos de iPhone, que só depois de anos conseguiram fazer valer seu "direito de conserto". No passado a empresa não permitia nem que o usuário, ou que algum técnico não certificado realizasse alterações no hardware do smartphone.

A prática dos serviços de assinatura, tida como exploratória pelos donos de carros, ainda não é padrão das montadoras, mas a menos que os consumidores se façam ouvir em breve ela pode se tornar o novo normal.

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