Cárcere privado: material recolhido em casa deve ser enviado para análise nesta segunda-feira

A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande deve enviar nesta segunda-feira (1), para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), o material recolhido na casa do biscateiro Luiz Antônio Santos Silva, de 49 anos, que mantinha a família em cárcere privado há 17 anos em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. No último sábado (30), agentes da especializada, com o apoio do Corpo de Bombeiros e cães farejadores, fizeram uma varredura no local em busca de possíveis restos mortais. Também nesta segunda, é esperado que Luiz Antônio, preso desde a semana passada, seja transferido de cadeia.

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No endereço onde a família era mantida, os investigadores encontraram pequenos fragmentos. Os agentes querem saber se são ossos humanos ou de animais, já que eles estavam misturados em material queimado. Além disso, a corda em que os dois filhos do casal ficavam amarrados e restos de tecidos foram apreendidos e serão analisados pelos peritos da Polícia Civil.

Imagens feitas pela Deam mostram o interior da residência, uma casa extremamente pobre de seis cômodos. Escura, o imóvel não tinha muitos eletrodomésticos e móveis. As fotos feitas pelos investigadores mostram um carro Fusca abandonado no terreno.

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No sábado, dia 30, agentes do Corpo de Bombeiros furaram o quintal e o chão de uma sala em busca de possíveis restos mortais.

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No mesmo dia, Luiz Antônio, que tinha sido preso em flagrante, passou por audiência de custódia e a Justiça decretou sua prisão preventiva. Ele deve responder por cárcere privado, maus tratos e tortura. A delegada Cristiane Carvalho de Almeida, titular da Deam de Campo Grande, pretende indiciar o homem por abuso psicológico.

Luiz Antônio deverá ser transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na tarde desta segunda-feira. Ele foi preso pelo crime e levado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (29). A informação é da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Em Benfica, o homem está em cela coletiva e segue sem falar nada.

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Segundo a especializada, até agora, cinco pessoas já prestaram depoimento: a mulher de Luiz Antônio, que era mantida em cárcere; a irmã da vítima; e três policiais que encontraram a família presa. Nos próximos dias a vítima deverá prestar um novo depoimento. Na Deam, o agressor ficou em silêncio.

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