Câmara Baixa dos EUA aprova projeto de lei para tornar Washington o 51º estado

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A líder da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, em coletiva de imprensa no Capitólio em 18 de março de 2021

A Câmara Baixa do Congresso dos EUA votou nesta quinta-feira (22) para tornar a capital do país, Washington, o 51º estado, mas esta medida histórica deve fracassar no Senado.

Mais de 712.000 pessoas vivem no Distrito de Columbia, um reduto democrata com uma população superior a dois estados do país e comparável a dois outros.

Os defensores da medida dizem que buscam acabar com uma violação dos direitos civis nos Estados Unidos.

Os residentes da cidade lutam e morrem nas guerras do país e enfrentam uma carga tributária federal maior do que as pessoas em todos os 50 estados.

E, embora os moradores de Washington possam votar nas eleições presidenciais, eles não têm representação no Congresso.

A Câmara dos Representantes votou seguindo linhas partidárias rígidas, com 216 votos a favor e 208 contra, sem nenhum republicano endossando a iniciativa, emblematicamente intitulada "HR 51".

Foi a segunda vez que o projeto para tornar D.C. um estado foi votado no Congresso. A medida foi aprovada pela Câmara Baixa em 2020, mas não passou no Senado.

"É sobre democracia. É sobre autogoverno. É sobre direitos eleitorais", tuitou o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, após a votação.

“Tive orgulho de reapresentar este projeto de lei no Senado e estamos trabalhando para tornar a criação de um estado em D.C. uma realidade”, disse.

Mas é altamente improvável que a proposta receba luz verde no Senado, dividido 50-50 entre democratas e republicanos, e onde a vice-presidente democrata Kamala Harris tem o voto de desempate.

Para superar as táticas de bloqueio, 10 senadores republicanos teriam que se juntar a todos os democratas para apoiar a medida. Nenhum republicano é publicamente a favor.

Como muitos republicanos, o congressista Ben Cline diz que a criação de um estado em D.C. é uma "tomada de poder" para adicionar dois democratas ao Senado.

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