Câmara convida ministro da Defesa a explicar compra de viagra pelas Forças Armadas

BRASÍLIA — A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira um convite para que o ministro da Defesa, Paulo Sérgio, dê explicações sobre a compra do medicamento Viagra e próteses penianas infláveis pelas Forças Armadas.

Conforme revelou a Coluna de Bela Megale, as Forças Armadas aprovaram a compra de mais de 35 mil unidades do medicamento, que costuma ser usado para tratar disfunção erétil..

Nos processos de compra, o medicamento é identificado pelo nome do princípio ativo Sildenafila, composição Sal Nitrato (Viagra), nas dosagens de 25 mg e 50 mg. O maior volume, de 28.320 comprimidos, tem como destino a Marinha. Outros cinco 5 mil comprimidos foram aprovados para Exército e outros 2 mil, para Aeronáutica.

A Marinha e a Aeronáutica informaram que o medicamento foi comprado para o tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma doença rara que eleva a pressão arterial e afeta os vasos dos pulmões. Mas, embora a Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, de fato seja utilizado para a HAP, a dosagem das unidades encomendadas pelas FA não é orientada para essa finalidade.

No mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma representação para apurar a suspeita de superfaturamento de 143% na compra de 35.320 comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas.

De acordo com o TCU, o objeto do processo é apurar "desvio de finalidade em compras de 35.320 comprimidos de Citrato de Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, e a comprovação de superfaturamento de 143%". O caso está sob a relatoria do ministro Weder de Oliveira e será conduzido pela Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).

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