Câmara deve ter semana decisiva na disputa por seu comando

Bruno Góes
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Montagem com fotos de Divulgação/Câmara dos Deputados

BRASÍLIA - A primeira semana do ano deve ser decisiva na disputa pela presidência da Câmara. Hoje, o PT deve bater o martelo sobre o apoio a BaleiaRossi (MDB-SP). Com o racha dos partidos de centro, as siglas de esquerda podem ser fundamentais para desequilibrar a eleição.

Em outra frente, o candidato de Jair Bolsonaro, Arthur Lira (PP-AL), deve começar a viajar o país em busca de apoio, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO. Lira busca forçar dissidências nas legendas que sinalizaram apoio ao principal adversário.

Hoje os petistas têm uma nova reunião de bancada para debater o assunto, às 15h. Se houver um pacto favorável ao parlamentar do MDB, haverá um ato formal de apoio ao emedebista.

— Teremos uma nova reunião com a bancada. Depois de a bancada decidir qual caminhoseguir, aí sim devemos chamar o Baleia para uma reunião — diz o líder do PT, Enio Verri (PR).

Na última semana, os parlamentares de esquerda conseguiram um compromisso de Rossi pela manutenção das prerrogativas e instrumentos de atuação da oposição. O acordo foi um aceno de que não haverá obstáculos para a convocação de ministros de Bolsonaro e a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) para dar prosseguimento a investigações contra o governo.

Na ocasião, deputados do PT chegaram a questioná-lo sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment, mas o assunto não foi adiante.

As conversas entre oposição e o bloco de Baleia Rossi e Rodrigo Maia (DEM-RJ) avançaram. Parlamentares de PT, assim como PSB, PDT e PCdoB, já dão como certa a composição no bloco do deputado do MDB.

O PSB, entretanto, ainda enfrenta uma divisão interna. Parte da bancada quer apoiar Lira. O deputado do PP deve iniciar esta semana uma agenda de viagens para angariar votos, com primeira parada em estados da região Norte. Em Manaus, será acompanhado pelo colega Marcelo Ramos (PL-AM). O candidato do PP ainda busca o apoio formal de PTB e Podemos, siglas que ainda não firmaram acordos.