Câmara dos EUA aprova pacote de US$ 40 bi de ajuda à Ucrânia

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.06.2014 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.06.2014 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Estados Unidos aprovou na noite desta terça-feira (10) um pacote de US$ 40 bilhões de ajuda à Ucrânia. O presidente Joe Biden havia solicitado US$ 33 bilhões, mas os congressistas costuraram um acordo que elevou o valor do texto, acrescentando auxílios militares e humanitários.

"O tempo é essencial, e não podemos esperar. Esse pacote será fundamental para ajudar a Ucrânia a defender não apenas sua nação, mas a democracia no mundo", disse em carta aos colegas a presidente da Casa, Nancy Pelosi, que recentemente visitou Kiev. A deputada esteve na Casa Branca nesta terça para uma conversa com Biden.

O pacote inclui, entre outros gastos, US$ 6 bilhões em auxílio na área de segurança —incluindo treinamento, equipamentos, armas e apoio— e US$ 8,7 bilhões para reabastecer equipamentos já enviados para a Ucrânia. Também libera US$ 11 bilhões adicionais em gastos que o presidente pode autorizar sem aprovação do Congresso.

O texto foi aprovado com 368 votos a favor e 57 contra —estes, todos dados por republicanos. Ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado, Casa em que a votação deve ser realizada nos próximos dias.

No lado humanitário, a Câmara aprovou ainda US$ 5 bilhões para lidar com a insegurança alimentar e quase US$ 9 bilhões para um fundo de apoio econômico.

Só os US$ 20 bilhões que Biden havia solicitado no flanco militar representam cinco vezes o orçamento ucraniano de 2021 para a área da Defesa, incluindo gastos com pensões e salários de militares.

Até aqui os EUA descartaram enviar militares ou deslocar forças da Otan, aliança militar ocidental, para Kiev, com medo de que o movimento amplie ainda mais o conflito —mas americanos e seus aliados europeus têm aumentado o envio de armas como drones, artilharia pesada e mísseis antitanque.

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