Câmara dos EUA vota para retirar republicana apoiadora do QAnon de comitês

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Marjorie Taylor Greene, representante dos EUA

Os legisladores dos EUA votarão na quinta-feira sobre a remoção da republicana Marjorie Taylor Greene, apoiadora da QAnon, de dois comitês da Câmara, depois que os líderes não chegaram a um acordo sobre o destino da congressista em primeiro mandato.

O líder da maioria na Câmara, Steny Hoyer, disse que conversou na quarta-feira (3) com o principal republicano da Câmara em meio a um intenso debate sobre a retórica incendiária de Greene e seu apoio a postagens ofensivas na mídia social.

Mas as negociações não produziram resultado, mesmo com o líder da minoria na Câmara, Kevin McCarthy, lutando para evitar uma votação que poderia constranger seus membros.

"Está claro que não há alternativa sem ser realizar uma votação no plenário sobre a resolução para remover a Rep. Greene de suas atribuições de comitê", afirmou Hoyer em um comunicado.

O Comitê de Regras se reuniu na quarta-feira para começar a preparar a medida para uma votação em plenário, e a Câmara - que é controlada por democratas - "votará a resolução amanhã", disse Hoyer.

Antes de concorrer ao Congresso, Greene "curtiu" postagens no Facebook que defendiam a execução de democratas, incluindo a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e uma vez postou um vídeo dela assediando um adolescente sobrevivente de tiroteio em uma escola.

Em 2018, ela afirmou que incêndios florestais na Califórnia foram iniciados por um laser espacial controlado por uma família judia, e ela apoiou as teorias da conspiração da QAnon de que um "estado profundo" operava contra Donald Trump quando ele era presidente.

Os republicanos do Senado se voltaram contra ela. O líder da minoria Mitch McConnell a rotulou de "câncer" no partido, enquanto outros republicanos a chamaram de maluca.

Os democratas pressionaram McCarthy para retirar Greene dos painéis, incluindo o Comitê de Educação e Trabalho da Câmara.

McCarthy supostamente ofereceu remover Greene do painel de educação se ela pudesse permanecer no comitê de orçamento, mas Hoyer recusou o acordo.

Os membros republicanos de base supostamente têm pouca vontade de votar para punir um dos seus por coisas que ela possa ter feito ou dito antes de entrar no Congresso.

Greene, uma conservadora de 46 anos do estado da Geórgia, no sul, permaneceu como uma incendiária implacável em seu mês na Câmara.

Ela apoia as alegações infundadas de Trump de que a eleição foi roubada, zomba dos legisladores por usarem máscaras e tenta evitar a triagem de segurança após o tumulto mortal de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA.

Greene tuitou na quarta-feira que ela "não deve desculpas" por suas ações e "nunca" vai desistir.

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