Câmara Municipal de SP aprova CPI para investigar Prevent Senior

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SÃO PAULO — O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações da Prevent Senior relacionadas à pandemia da Covid-19. No Senado Federal, a operadora se tornou alvo da CPI da Covid, que apura suposto uso de pacientes infectados com coronavírus para testes de medicamentos sem eficácia comprovada.

O requerimento foi apresentado pelo vereador Antonio Donato (PT), que será um dos cinco integrantes da comissão. Além dele, já estão confirmados os vereadores Paulo Frange (PTB), indicado pelo bloco do DEM, MDB e PTB, e o vereador Milton Ferreira (Podemos), representando o Podemos e o Progressistas. Tanto Frange quanto Ferreira são médicos. As outras duas vagas serão preenchidas pelo PSDB e pelo PSOL.

Segundo Donato, a expectativa é que a CPI seja instalada já próxima quarta-feira. Ainda não há um relator definido. O tempo de duração dela é de 120 dias.

No documento, o vereador do PT sustenta que a empresa investigada pela CPI da Covid, instalada no Senado Federal, tem sua sede administrativa e boa parte dos hospitais no município de São Paulo. O vereador cita ainda que a CPI do Senado está em fase de encerramento e não poderá avançar mais nas investigações, o que justificaria uma apuração pela Câmara Municipal.

— A CPI do Senado abriu a tampa, mas ela é bem mais ampla e os senadores não terão tempo de se debruçar mais no caso. Aqui na Câmara Municipal, nós vamos partir de onde a CPI da Covid parou. A ideia é aprofundar, afinal a Prevent Senior é basicamente paulistana e a maioria das vítimas também são de São Paulo — disse o vereador ao GLOBO, acrescentando que a CPI foi aprovada com "ampla maioria".

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) também protocolou um pedido de instalação de uma CPI para investigar a operação da Prevent Senior em São Paulo. O autor coletou 40 assinaturas de parlamentar favoráveis à abertura da comissão, oito a mais do que o mínimo necessário.

Donato disse que conversou com Fiorilo sobre a colaboração entre as duas Casas:

— Nós vamos colaborar com a Alesp no que for possível, com certeza haverá uma troca de informações. Nosso objetivo é apresentar um bom relatório em que, se houver crimes, os responsáveis sejam punidos — afirmou o vereador de São Paulo.

A votação em plenário está prevista para acontecer no dia 15 de outubro. Caso aprovada, a CPI será composta por nove deputados e terá 120 dias para investigar as denúncias contra a operadora.

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