Câmara trabalhará por reforma tributária neutra sem "sanha arrecadatória" da Receita, diz Lira

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Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, recebe proposta de reforma tributária do governo das mãos dos ministros Paulo Guedes (Economia), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil)

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira que vai trabalhar pela aprovação de uma reforma tributária neutra sem o que chamou de "sanha arrecadatória" da Receita Federal.

"Não teremos aumento de carga tributária, pelo contrário, vamos trabalhar para que a reforma seja neutra, sem a sanha arrecadatória da Receita. Às vezes um projeto de lei é feito pelo governo a várias mãos, e nesse aspecto, ele pode chegar aqui com algumas disparidades", disse Lira, em entrevista à Jovem Pan.

Lira defendeu a proposta de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, que prevê tributação dos dividendos em 20% e rebateu as críticas do empresariado contra a proposta.

"O Congresso tem a obrigação maior e, por ser a Casa das leis e do povo, se corrigir para que se pague imposto no Brasil quem ganha mais. Agora, alguns empresários não podem aproveitar a disparidade de alguma alíquota que venha, de alguma dosagem de imposto, para não pagar dividendos", disse.

"O Brasil é um dos únicos países do mundo onde 21 mil pessoas, por exemplo, podem receber 230 bilhões de reais sem pagar um real de imposto. Agora, essa distorção nós temos de corrigir para que aquele que ganhe menos pague menos", completou o presidente da Câmara.

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