Câncer de Bruno Covas ganhou terreno, dizem médicos do prefeito de SP

ARTUR RODRIGUES
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*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, 01.01.2021 - O prefeito Bruno Covas. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, 01.01.2021 - O prefeito Bruno Covas. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A equipe médica do prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (18) que exames sugerem que o câncer no sistema digestivo que ele trata desde 2019 conseguiu "ganhar terreno", mas que o novo nódulo encontrado no fígado do prefeito é menor do que o encontrado há quase dois anos.

A informação foi dada em entrevista coletiva da equipe médica, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os médicos afirmaram que Covas iniciou quimioterapia e tem bom histórico com esse tipo de tratamento.

Covas, 40, recebeu diagnóstico de um novo nódulo no fígado e voltou a fazer quimioterapia. Ele havia acabado de encerrar uma série de sessões de radioterapia e seu tratamento principal, até então, era a imunoterapia.

"Observou-se o surgimento de um pequeno nódulo hepático, o que nos sugere que de alguma forma a doença tenha conseguido ganhar terreno apesar da imunoterapia", afirmou o oncologista Artur Katz.

Segundo a equipe do prefeito, o nódulo encontrado tem poucos milímetros, bem menor do que o primeiro encontrado no órgão em 2019, de 2 centímetros.

Katz afirmou, por outro lado, que o tratamento realizado em relação aos linfonodos foi bem-sucedido. "A radioterapia foi focada num grupo de linfonodos, com a finalidade de reduzir esses linfonodos. O objetivo do estudo foi avaliar a resposta dos linfonodos ao tratamento. Essa resposta foi muito boa, a gente observa uma regressão", disse.

Segundo o médico Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, o nódulo, em outro ponto, foi descoberto em um exame de rotina. Em dezembro, esse exame foi feito no hospital e o nódulo não havia sido encontrado.

O fato de ser um novo nódulo no mesmo órgão não muda muito o status da doença, diz Pfiffer.

"O protocolo de quimioterapia é semelhante ao que foi feito no início do tratamento. Só mudando alguns componentes", disse Pfiffer. "Quando fez quimioterapia em um primeiro momento, ele teve uma resposta muito boa. O se manifestou agora é em outro ponto. Estamos confiantes para essa nova etapa do tratamento".

O médico David Uip, também parte da equipe de Covas, diz que o prefeito está bem clinicamente e trabalhando. A decisão de continuar trabalhando foi tomada pelo prefeito em conjunto com os médicos.

O câncer do prefeito originou-se na cárdia, uma válvula no trato digestivo, e depois afetou também o fígado. Ele iniciou tratamento ainda em 2019 e evita, desde então, afastar-se de suas funções na prefeitura, limitando suas licenças médicas. No ano passado, foi reeleito para mais quatro anos de mandato.

A imunoterapia, que normalmente dura dois anos, tem revolucionado o tratamento de vários tipos de câncer. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

Entre outubro de 2019 e fevereiro último, o prefeito fez oito sessões de quimioterapia. As lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram por completo. Desde fevereiro, ele passou a fazer uso da imunoterapia.

Esse tipo de terapia não visa atacar as células do tumor, como na quimioterapia convencional, mas sim estimular as células de defesa do organismo para que elas combatam a doença.