Cúpula do Conselho de Cooperação deve se concentrar na crise do Golfo

Gregory WALTON
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Arabia Saudita lideró la coalición de países en el Golfo, junto a Egipto, en 2017 para cortar relaciones con Catar al que acusan de cercanía con Teherán y de apoyar a grupos islamistas radicales

A crise que o Catar enfrenta com três países do Golfo e o Egito parece estar em processo de ser resolvida às vésperas da cúpula anual do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), na Arábia Saudita nesta terça-feira.

Em junho de 2017, o reino saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito romperam relações com o Catar, que acusaram de estar em sintonia com o Irã e de apoiar a Irmandade Muçulmana - considerada "terrorista" pelo Cairo, além dos grupos jihadistas Estado Islâmico e Al Qaeda. As acusações são negadas por Doha.

A ruptura foi acompanhada por sanções econômicas como o fechamento das conexões aéreas e marítimas com o Catar e a única fronteira terrestre do emirado (com a Arábia Saudita).

Para restabelecer as relações, os quatro países têm uma lista de 13 exigências, incluindo o fechamento da rede de televisão Al Jazira, conhecida por suas duras críticas a alguns regimes árabes, e uma base turca.

Para o Catar, essas condições representam uma violação de sua soberania.

Washington tem pressionado pelo levantamento do que o Catar chama de "bloqueio" e insiste na importância da unidade do Golfo contra o Irã, rival regional da Arábia Saudita, também aliado dos Estados Unidos.

Por iniciativa do presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos empreendeu uma campanha de "pressão máxima" sobre Teerã após a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano em 2018.

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