Cúpula das Américas expõe limites da influência americana na região

A IX Cúpula das Américas se inicia nesta segunda-feira (6), em Los Angeles, esvaziada. A reunião é marcada pelo boicote de lideranças latino-americanas e pelo veto americano que impediu a participação de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Nova York

O evento que pretende reunir líderes dos mais de 30 países das Américas tem edição marcada pelo boicote de algumas lideranças latino-americanas e pelo veto da Casa Branca, que impediu a participação de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Incertezas e desentendimentos políticos ameaçam a capacidade do encontro de formar consenso sobre iniciativas de impacto para a América Latina. Ao menos uma dúzia de participantes devem debater imigração, competição com a China na região, comércio e “nearshoring”, ou seja, um esforço para realocar negócios em países mais próximos.

“Fiasco diplomático”

As semanas que antecederam a IX Cúpula das Américas foram de incertezas. A agenda da cúpula e a lista de convidados esteve indefinida por meses, gerando dúvidas sobre o objetivo da reunião e esvaziando a capacidade de mobilização americana. Além de questionamentos sobre o que seria debatido, houve disputa sobre quem deveria ou não ser convidado.

A administração americana indicou que Cuba, Nicarágua e Venezuela ficariam de fora por não serem nações democráticas, o que levou o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, a boicotar a cúpula. Bolívia, Honduras, Guatemala e o bloco caribenho de 15 nações também não confirmaram presença.


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