Cúpula do Mercosul não terá representantes de novos governos de Uruguai e Argentina

Por Lisandra Paraguassu
Prédio do Ministério das Relações Exteriores em Brasília

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro convidou o novo governo interino da Bolívia, que deve enviar um representante ainda não definido para a Cúpula do Mercosul, na próxima semana em Bento Gonçalves (RS), mas o encontro não deve contar com representantes do novo governo argentino, que toma posse cinco dias após a reunião, nem do novo governo recém-eleito do Uruguai.

De acordo com o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Itamaraty, nem Argentina nem Uruguai informaram que trarão representantes dos novos governos de Alberto Fernández (Argentina) e Luis Alberto Lacalle Pou, que teve sua eleição confirmada na quinta-feira.

Lacalle Pou terá ainda quatro meses até sua posse, mas Fernández assume o governo em 10 de dezembro. Decisões que deveriam ser tomadas durante a cúpula sobre, por exemplo, a revisão da Tarifas Externa Comum do Mercosul (TEC), dificilmente poderão andar na discussão com um governo que tem pela frente apenas cinco dias, como é o caso do presidente argentino, Mauricio Macri.

A cúpula acontece nos dias 4 e 5 de dezembro, no Rio Grande do Sul. Foram convidados representantes de todos os países da América do Sul, com exceção da Venezuela. Confirmaram até agora os chanceleres do Chile e da Guiana. Os demais países devem mandar também representantes, mas em graus não tão altos, e não há definição sobre quem será o representante boliviano.

Entre os presidentes, estarão, além de Jair Bolsonaro, Macri e o paraguaio Mario Abdo. Do Uruguai, irá a vice-presidente Lucía Topolansky.