De cabeça para baixo há 75 anos, quadro de Mondrian não poderá ser corrigido sob risco de desmanchar; entenda

Uma obra abstrata do holandês Piet Mondrian passou os últimos 75 anos pendurada de cabeça para baixo nos vários museus pelos quais passou, argumenta a historiadora da arte e curadora Susanne Meyer-Büser em entrevista ao jornal The Guardian publicada nesta sexta-feira. Segundo ela, a peça não pode ser corrigida sob o risco de desmanchar.

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Datada de 1941, a pintura mostra uma rede de fitas amarelas, vermelhas, azuis e pretas entrelaçadas. A obra está em exibição desde 1980 no museu alemão Kunstsammlung NRW, em Düsseldorf.

— O espessamento da grade deve estar no topo, como um céu escuro. Depois que indiquei para os outros curadores, percebemos que era muito óbvio. Estou 100% certa de que a imagem está ao contrário. — disse Meyer-Büser ao Guardian.

Veja abaixo como deveria ser o posicionamento correto da peça:

Entre as evidências levantadas pela pesquisadora para sustentar o argumento estão fotos do estúdio de Mondrian, de 1944. Nelas, o quadro aparece no que seria sua posição correta, com as fitas que estão mais próximas umas às outras na parte superior.

Um outro quadro do mesmo pintor, similar em tamanho e em estilo, também tem essas listras na parte de cima. Ele se encontra pendurado no Centre Pompidou, em Paris.

Meyer-Büser, no entanto, defende que o posicionamento do quadro não deve ser corrigido.

— As fitas adesivas já estão extremamente soltas e penduradas por um fio. — , disse Meyer-Büser, ressaltando que o erro já entrou para a história da peça de arte.