Cabeleireiro na quarentena: receber profissionais em casa é realmente seguro?

Hairdresser Cutting Woman Hair In Salon

Por Natália Eiras (@naeiras)

Quando a quarentena foi decretada no fim de março por conta do coronavírus, os salões de beleza foram obrigados a fechar portas e os profissionais não podiam exercer seu trabalho. Uma semana depois, no entanto, foram liberados os serviços de beleza à domicílio. Grandes redes como o Jacques Janine aderiram ao delivery de cabelo e unha, enquanto plataformas como o Singu, uma espécie de Uber de manicures e pedicures, se tornaram uma saída conveniente durante o isolamento social. Mas receber esses profissionais em casa é realmente seguro? 

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A infectologista Fabiana Sinisgalli Romanello Campos, do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, diz que o ideal seria evitar pedir esse tipo de serviço, mas que é possível fazê-lo de forma segura. “Tomando algumas medidas, diminui-se significativamente os riscos de transmissão”, diz a especialista. 

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A médica afirma que conhecer a procedência do cabeleireiro é mais confiável uma vez que há mais chance de você saber se ele está tomando todos os cuidados para diminuir o contágio. “Porque o profissional terá que higienizar e desinfectar todos seus instrumentos de trabalho, como tesouras, pentes e alicates”, diz Fabiana. Afinal, já sabemos que o covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, pode ser transmitido pelo contato. Salões como Jacques Janine saem, neste caso, na frente, já que os cabeleireiros costumam ter suas clientes contumazes. 

Higienização na entrada e equipamento

Ao admitir o profissional em casa, é importante que ele já esteja usando máscara. “Ele também precisa retirar os sapatos logo na entrada”, afirma a médica. As mãos devem ser desinfectadas e, depois, cobertas por luvas de vinil. “É importante, também, ele usar aventais que cubram a maior parte da roupa que sejam trocados sempre que ele for a uma nova cliente.” Porém, mais do que avental, o ideal seria o cabeleireiro ou manicure tomarem um banho entre um atendimento e outro. “Principalmente em cidades com maior número de casos, como São Paulo”. 

Em entrevista para o Yahoo, a assessoria de Jacques Janine disse que os profissionais vão às residências com máscara, luvas e álcool em gel. Entre uma cliente e outra, eles se deslocam até o salão para pegar um novo kit de equipamento. O Singu, por sua vez, disponibiliza máscara, luvas, toucas de cabelo e proteção para os sapatos, além de diminuir a quantidade de atendimentos por dia de cada profissional. 

Mas não é só o cabeleireiro que deve tomar esses cuidados. Os clientes também precisam usar máscaras durante o procedimento, já que eles também são um risco para os profissionais. “E o corte ou a manicure deve ser feito em um ambiente arejado, com o mínimo de pessoas possível dentro do cômodo.”

Com essas medidas, a infectologista Fabiana Campos acredita que não há problema caso realmente seja essencial um corte de cabelo ou fazer as unhas. Ainda assim, pontua: “Leve em consideração que estamos em uma situação de pandemia e você pode estar expondo desnecessariamente.”

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