Cabo Frio se candidata a receber a etapa de Fórmula 1 no Brasil

Lucas Altino
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Enquanto o projeto para autódromo em Deodoro segue sendo motivos de polêmica, a prefeitura de Cabo Frio se apresentou como uma alternativa para receber a etapa de Fórmula 1 do Rio. Na última sexta-feira, o prefeito Adriano de Teves Moreno (DEM) entregou um ofício ao governador Claudio Castro pleiteando a escolha da cidade da Região dos Lagos para a realização do grande prêmio. A intenção é construir um autódromo ao lado do aeroporto do município.

No documento, que não apresenta muitos detalhes sobre as obras, a prefeitura destacou o "potencial turístico" e a estrutura hoteleira de Cabo Frio, que conta com 134 estabelecimentos cadastrados, com 10.771 leitos. Ademais, citou a presença do terminal transatlântico e do aeroporto internacional, que tem permissão para pouso de aviões de grande porte. Em relação ao autódromo, parte mais importante para o projeto ganhar pé, há, por enquanto, apenas a definição do terreno: uma área de 2 milhões de metros quadrados ao redor do aeroporto, em conjunto com a promessa de construção de polo turístico hoteleiro temático ao seu lado.

Nesta segunda, representantes da prefeitura estiveram reunidos com a Federação de Automobilismo do Rio, para apresentar o que foi chamado de "carta de intenções". O próximo passo, agora, é fazer chegar a carta à Confederação Brasileira, além da empresa organizadora da Formula 1. A etapa do Brasil de 2021 ainda não está definida, e por isso o país aparece no calendário com um asterisco. Integrantes da prefeitura admitem, porém, que o projeto mais viável para Cabo Frio seria de um autódromo em 2022.

— Nós decidimos oferecer Cabo Frio para receber o autódromo do Rio de Janeiro por entender que a cidade tem muito potencial. Temos um aeroporto internacional com capacidade para receber qualquer tipo de carga é belezas naturais que deixariam as competições com um charme que nenhuma cidade do Brasil poderia oferecer — afirmou o prefeito Adriano Moreno, que concorre à reeleição na cidade.

Inicialmente, a intenção do governo do Rio era a realização da etapa no autódromo de Deodoro, cujo projeto é recheado por polêmicas, pois ambientalistas acusam que as obras devastariam a Floresta de Camboatá, e que há, na cidade do Rio, alternativas melhores para a construção. No ano passado, a empresa Rio Motorpark venceu a licitação para a obra, orçado inicialmente em R$647 milhões. Há duas semanas, o Inea apontou uma série de inconsistências no estudo de impacto ambiental apresentado pela prefeitura do Rio para a construção.