Caçadores aproveitam incêndio em parque no Paraná para abater animais

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Incêndio atinge o Parque Nacional de Ilha Grande desde a semana passada - Foto: Divulgação/PF Guaíra
Incêndio atinge o Parque Nacional de Ilha Grande desde a semana passada - Foto: Divulgação/PF Guaíra
  • Incêndio tem consumido o Parque Nacional de Ilha Grande desde terça-feira passada

  • Polícia Federal recebeu denúncias de caçadores atuando no local

  • Eles estariam se aproveitando da desorientação dos animais para abatê-los

A Polícia Federal de Guaíra, no Paraná, apura a ação de caçadores no incêndio que atingiu o Parque Nacional de Ilha Grande, localizado na divisa do estado com o Mato Grosso do Sul. Trata-se de mais uma unidade de conservação ambiental que tem sofrido com o tempo seco no país.

Os primeiros focos do incêndio foram observados na última terça-feira (17). O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) explicou no domingo (22) que já não havia mais risco de propagação das chamas, apesar de o fogo ainda não estar totalmente controlado.

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De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a PF de Guaíra recebeu diversas denúncias nos últimos dias sobre ações de caçadores no local. Eles estariam aproveitando a vulnerabilidade e fragilidade dos animais para abatê-los.

O delegado Mário Leal relatou que diversas espécies que habitam o parque têm se mostrado “desorientadas” com o incêndio. Em vídeos exibidos pelo jornal, é possível ver cervos expostos à margem do Rio Paraná, tornando-se alvos fáceis para esses caçadores.

Cervos estão se mostrando desorientados - Foto: Divulgação/PF Guaíra
Cervos estão se mostrando desorientados - Foto: Divulgação/PF Guaíra

“Os animais ficam totalmente expostos, realmente desorientados por causa do fogo. Do jeito que os nossos policiais estavam filmando, poderia ser um caçador. Se ele quiser, é só chegar do lado e abater o animal”, disse o delegado à Folha.

Leal revelou que a PF recebeu identidades e fotos dos suspeitos, mas até o momento não realizou nenhuma prisão.

Fiscalização reforçada

Caso as denúncias sejam confirmadas e os suspeitos localizados, eles responderão por caça ilegal, dano a unidade de conservação e acesso ao local com equipamentos de caça.

Após os relatos, a PF intensificou a fiscalização na região, inclusive com a atuação de equipes do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom).

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