Cachorro perdido é encontrado em alto-mar por pescador e será devolvido ao dono

Natália Boere
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RIO - A última quarta-feira era apenas mais um dia de trabalho para o entregador de roupas Wiliiam Souza, morador da comunidade Cerró Corá, no Cosme Velho, que dá expediente em uma lavanderia na Rua Bambina, em Botafogo. Até ele descobrir, em uma postagem no Facebook, que seu cachorro, o labrador Flock, de 9 anos, tinha desaparecido. Foram três dias de angústia até a manhã deste sábado, quando William recebeu a ligação da irmã de um pescador dizendo que ele havia sido encontrado em alto-mar, na altura do Posto 5, e seria devolvido a ele esta tarde. O encontro está marcado para as 16h.

- Um pescador que estava indo para as Ilhas Cagarras avistou ele e o botou no barco. Disse que ficou impressionado com o quanto ele nadou - afirmou William, que está anisoso pelo reencontro - Chorei de emoção quando me ligaram, meu coração está acelerado. Me mandaram uma foto, não tem como não ser ele.

Para o entregador, seu cachorro foi parar no mar em busca de sossego.

- Ele é muito manso, bobão. Não é cachorro de rua, não está acostumado com barulho. Fugiu da aglomeração das pessoas, dos carros na rua. Acho que ficou nervoso e foi para o mar, que é mais tranquilo - afirma William.

Ele conta que o cachorro costumava ficar preso em casa por uma corrente, mas, como a casa está em obras, ele arrebentou a corrente e conseguiu fugir. A funcionária pública Sonia Abreu, moradora de Botafogo, avistou Flock na quarta-feira, diante de um supermercado na esquina das ruas Babina e São Clemente. Ela diz que chegou perto dele e viu que ele estava molhado, sujo de lama e desnorteado. Percebeu que estava desaparecido:

- Me aproximei para fazer carinho, e ele saiu de perto de mim. Quando um cachorro faz isso e está solto, está atravessando algum problema.

Sonia, então, fez uma foto e mandou para amigas protetoras dos animais, que a postaram no Facebook. O mesmo fez William. Ambos os posts viralizaram e permitiram o final feliz agendado para esta tarde.

- Fiquei super emocionada por terem encontrado Flock e por ter ajudado de alguma forma. Tinha um labrador igual a ele, Bart, que morreu no ano passado e me deixou muito triste. Me coloquei na pele do dono.

William acredita que o reencontro com Flock "é uma prova de que tem muitas pessoas boas no mundo":

- Ele é a alegria da casa, minha mãe nem conseguiu comemorar o aniversário dela na quarta-feira quando soube que ele desapareceu. Estou muito feliz por saber que vou ter meu cachorro de volta e por ter recebido a ajuda de tanta gente.