'Cadê o Zé Gotinha?' Após fala de Lula, internet especula por onde anda o personagem

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Após o ex-presidente Lula questionar, na última quarta-feira, onde está Zé Gotinha, o Brasil começou a especular por onde anda o símbolo das campanhas de vacinação do país. Hipóteses curiosas são aventadas para o sumiço do personagem, como o desemprego gerado pela pandemia de Covid-19. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conas), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, chegou a dizer que o presidente Jair Bolsonaro está "matando" Gotinha.

Zé Gotinha, de 35 anos, nasceu em 1986 pelas mãos do artista plástico Darlan Rosa, durante a campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite. O objetivo era tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças.

O nome foi escolhido a partir de um concurso promovido pelo Ministério da Saúde com alunos de escolas de todo o Brasil. Figura presente nos jornais, TVs e rádios, principalmente aos finais de semana, quando aconteciam mutirões de vacinação, sempre coube ao personagem a missão de e conscientizar sobre a importância da imunização e prevenção de doenças.

Nos últimos anos, Gotinha chegou a ser comparado com o jogador Ronaldo, por conta da forma física. Mas o craque em saúde não está fora de forma. Apenas sumido.

Nos últimos meses, as relações entre Zé Gotinha e a gestão Jair Bolsonaro parecem estremecidas. Em entrevista à revista “IstoÉ”, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conas), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, criticou o tratamento dado ao personagem na atual gestão.

- A postura do Bolsonaro vai afetar todo tipo de vacinação. Bolsonaro está matando o Zé Gotinha - disse Oliveira Lula, em referência ao símbolo da vacinação em todo o país.

As razões para o isolamento de Gotinha são desconhecidas. Durante a fala, o ex-presidente Lula chegou a especular razões de cunho partidário para o sumiço do personagem.

- Na minha época, nós vacinamos 80 milhões de pessoas em três meses. Cadê o Zé Gotinha? Bolsonaro mandou embora, porque achou que era petista - afirmou o ex-presidente.

A questão partidária parece não ser o caso. Gotinha não é filiado a nenhum partido, diferentemente do dito por Lula. Ou seja, não é petista.

- O Zé Gotinha tem um missão importante neste momento. É do povo brasileiro e não pertence a nenhum partido", disse Darlan, criador do personagem, ao colunista Guilherme Amado, da Época.

Mas, na internet, há quem crie algumas teorias da conspiração...

Em dezembro, durante o lançamento do Plano Nacional de Imunização (PNI), o personagem roubou a cena. Além de seguir com os protocolos sanitários, como uso de máscara, Gotinha mostrou como se esquivar da contaminação, ao fugir da tentativa de aperto de mão do presidente.

O “vácuo” gerou memes nas redes sociais. Bolsonaro estava sem máscara, assim como Eduardo Pazuello, ministro da Saúde.

O personagem deu sinais públicos de um sentimento de abandono. Em janeiro, em uma das últimas aparições públicas, enquanto Pazuello e Ernesto Araújo, responsável pela pasta das Relações Internacionais, aguardavam o desembarque da carga de vacinas vindas da Índia, cinegrafistas filmaram o garoto-propaganda da vacinação no Brasil solitário no aeroporto.

Gotinha foi conduzido com a ajuda de duas pessoas e posicionado ao lado de um púlpito, que naquele momento estava vazio. A imagem viralizou na internet.

"O Brasil não merece o Zé Gotinha", disse uma internauta.

Na internet, brasileiros especulam por onde anda o personagem. Há registros de que ele tenha arrumado um novo emprego.

Há também aqueles que especulam que Gotinha perdeu tudo na pandemia, como aconteceu com milhares de brasileiros.

Os estrangeiros já confundiram o personagem com o movimento supremacista Ku Klux Klan. O formato da vestimenta lembra a utilizada pelo grupo, e chegou a ser ironizada em vídeo do grupo Porta dos Fundos.

Mas seja como o for, o Brasil torce pela aparição de Zé Gotinha novamente.