Cadeira de rodas de Mara Gabrilli precisou ser erguida em debate na Band

A senadora Mara Gabrilli (PSDB) com Simone Tebet. (Foto: Reprodução/Twitter/MaraGabrilli)
A senadora Mara Gabrilli (PSDB) com Simone Tebet. (Foto: Reprodução/Twitter/MaraGabrilli)
  • Cadeira de rodas precisou ser erguida por membros da equipe;

  • A senadora compartilhou um vídeo com o momento nas rede sociais;

  • A falta de acessibilidade é um problema crônico no Brasil, afirmou.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB) passou por situação de extremo desconforto nos bastidores do debate presidencial realizado em pool pelo Grupo Bandeirantes, TV Cultura, Folha de S. Paulo e UOL no último domingo (28). Por falta de uma rampa de acesso, a cadeira de rodas dela precisou ser erguida por membros da equipe para que a candidata à vice-presidência na chapa de Simone Tebet (MDB) pudesse acompanhar o evento.

A senadora compartilhou um vídeo com o momento nas rede sociais. Ao fundo, é possível ouvir alguém pedir desculpas pelo ocorrido. Na mensagem de publicação, Mara diz não querer pedidos de desculpas, mas ações práticas: “cumpram a Lei”.

“A falta de acessibilidade é um problema crônico no Brasil. As barreiras estão em inúmeros lugares, até no espaço de debate à presidência da República.

Não queremos pedidos de desculpas, mas ações práticas: cumpram a Lei”, escreveu.

A candidata classificou a situação como discriminatória e disse que milhões de brasileiros passam por isso diariamente.

“Milhões de brasileiros invisíveis sofrem esse tipo de discriminação todos os dias porque falta de acessibilidade é discriminação. E discriminação é crime! A nossa chapa está para mostrar e corrigir isso. Eu e @simonetebet vamos trabalhar por um Brasil que respeite e inclua todas as diferenças”, acrescentou em publicação no Instagram.

Confira publicação:

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com deficiência (nº 13.146, de 2015) considera discriminação em razão da deficiência “toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas”. O trecho está no capítulo dois, artigo quarto da legislação.