Cadeiras do Pacaembu são colocadas à venda em meio à reforma do estádio

Cadeiras retiradas do estádio do Pacaembu, em São Paulo, foram colocadas à venda em uma loja de departamento por preços que variam entre R$ 1.499 e R$ 1.799. Inaugurado em 1940 com estilo art déco e tombado por órgãos de preservação, a estrutura está em obras, onde 200 operários trabalham para levar ao chão parte do complexo concedido à iniciativa privada há três anos.

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Segundo o anúncio, todo o valor arrecadado com as vendas do produto “será doado para a Fundação Gol de Letra (organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que contribui com a educação de crianças e jovens de comunidades socialmente vulneráveis)”, criada pelos ex-jogadores Raí e Leonardo.

No site da loja Tok & Stok, dois modelos do assento estão disponíveis: uma com altura convencional e outra mais alta. Todas elas, segundo o site, são de cadeiras numeradas retiradas do antigo estádio e, de acordo com o anúncio, “cada peça presenciou tudo o que aconteceu no Paca e carrega em si as memórias e as marcas do tempo”.

“O sol, a chuva, o suor e as lágrimas deixaram manchas e arranhões que as fazem únicas por serem verdadeiras, e que são propriedades e características inerentes ao design do produto”, diz anúncio, destacando que se trata de um “produto numerado, único e original”.

Inspirado em complexo de Los Angeles

A obra no estádio consumirá pelo menos R$ 400 milhões pagos pela Allegra Pacaembu, concessionária responsável pelo espaço até 2054. O novo ambiente terá um centro de reabilitação e medicina esportiva e uma arena para e-sports.

Há ainda negociação avançada com uma empresa educacional para instalar sua operação por ali. Esses serviços estão previstos para funcionar na parte interna das arquibancadas. Na ala de acesso que desemboca na Rua Capivari, será instalada uma praça de passagem, com espaço para sentar, comer e beber. O centro esportivo com piscina e quadras de tênis e poliesportivas devem permanecer no formato original, com acesso aberto à população. O mesmo vale para o Museu do Futebol, em funcionamento mesmo com as obras, e fora da concessão.

— Haverá multiarenas e atividades cotidianas. É um modelo próximo do L.A.Live, em Los Angeles. Lá há arena, espaço de eventos, teatro da Broadway e escritórios, conectados por uma praça — diz o arquiteto Rafael de Carvalho, diretor da concessionária.

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A inauguração está prevista para 25 de janeiro de 2024, aniversário da cidade, quando o local tradicionalmente recebe a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Trata-se de um aceno à memória do endereço. Naquele gramado foram disputadas, vale lembrar, seis partidas da Copa de 1950, como o empate entre Brasil e Suíça por 2 a 2.

Para além das atividades que envolvem a bola e o gramado, no segundo semestre do mesmo ano de 2024, deve iniciar por ali a operação de um hotel com 50 quartos, integrado ao novo prédio que será erguido no local onde estava o antigo tobogã, demolido no ano passado. Este edifício abrigará ainda área para shows e uma seleção de restaurantes no terraço.

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