Trump promete "vencer" guerra contra "cidades-santuário"

Washington, 20 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta terça-feira "vencer" a guerra contra as "cidades-santuário", aquelas que se negam a colaborar com as autoridades federais para deportar imigrantes, e acusou esses lugares e os democratas de "protegerem criminosos".

Trump se reuniu na Casa Branca com congressistas e funcionários federais e estaduais para falar sobre as "cidades-santuário", cerca de 200 cidades e condados americanos que não destinam recursos a perseguir a imigrantes e se negam a informar as autoridades federais sobre o status migratório das pessoas detidas.

"Vamos ganhar nisto. Deveria ser fácil, mas não é", disse Trump, ao prometeu ir "ainda mais rápido" no combate contra essas cidades, entre elas algumas muito importantes como Nova York e Chicago, além do estado inteiro da Califórnia.

"Queremos ter cidades seguras", insistiu Trump, ao assegurar que esses lugares protegem imigrantes ilegais que são "predadores", "estupradores" e "assassinos" e deixam cidadãos americanos "à mercê de assassinos atrozes".

Trump tentou privar as "cidades-santuário" de recursos federais, destinados, por exemplo, a melhorar o equipamento dos agentes policiais.

O governante também tentou interromper esses recursos mediante uma ordem executiva, mas em outubro do ano passado um juiz de Chicago deixou sem efeito essa ordem ao considerar que o presidente não pode decidir sobre orçamentos municipais.

Nesta terça-feira, Trump se disse confiante que em breve passará alguma "legislação" no Congresso que permita cortar os recursos federais às jurisdições afetadas, algo impulsionado por alguns dos legisladores republicanos convidados à Casa Branca, como o senador Tom Cotton e o congressista Michael McCaul.

"A prioridade dos democratas é proteger os criminosos, não fazer o que é correto para o nosso país. As 'cidades-santuário' são perigosas e vamos lider com o problema", acrescentou.

O diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), Thomas Homan, declarou no ato que as "cidades-santuário" estão "enchendo as contas bancárias das organizações criminosas" no México e na América Central, que aproveitam essas políticas para reforçar a sua estratégia.

Homan insistiu que o ICE quer que essas cidades proporcionem aos agentes de imigração "um acesso sem restrições às suas prisões do condado" para poderem prender imigrantes ilegais que possam ter cometido um crime.

"As 'cidades-santuário' não protegem as comunidades imigrantes, as colocam em perigo", opinou.

Os prefeitos das "cidades-santuário", a maior parte deles democratas, argumentam que as políticas do governo a respeito dos imigrantes ilegais são as que colocam em perigo o povo americano, pois debilitam a cooperação entre as polícias locais e as minorias hispânica e negra. EFE