Cães que ajudaram a encontrar vítimas em Brumadinho agora trabalham em desabamento em Fortaleza

Já foram resgatadas 7 pessos com vida (Foto: THIAGO GADELHA/DIARIO DO NORDESTE/AFP)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cães já ajudaram a localizar três pessoas nos escombros

  • Bombeiros afirmam que o trabalho de um cachorro equivale ao de 20 militares

Dois dos cães farejadores usados nas buscas por vítimas em Brumadinho agora trabalham no resgate dos soterrados no desabamento do edifício Andrea, em Fortaleza. No total, são cinco cachorros se revezando para auxiliar nas buscas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, eles já ajudaram a encontrar três pessoas, e apontaram cinco locais onde pode haver outras vítimas. A equipe que trabalha com cães farejadores afirma que o trabalho de um deles equivale ao de 20 militares, já que o olfato apurado dos animais é determinante na função.

Leia também

Na manhã de terça-feira (15), o prédio de sete andares desabou. Até agora, a tragédia deixou 4 mortos, e outras 7 pessoas foram encontradas com vida. Ao menos 6 pessoas estão desaparecidas sob os escombros.

"Nossas equipes estão nos locais que os nossos cães alarmaram como de possíveis vítimas. O nosso poder operacional só aumenta, só pararemos a operação quando todas as vítimas forem resgatadas", disse ao UOL o coronel Luís Eduardo Holanda, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.

Os dois cães que participaram das buscas em Minas Gerais são o macho Uno, um pastor belga malinois, e a fêmea de labrador retriever Anny. Ela tem dois anos, e Uno é o mais experiente da equipe, com sete anos e meio. O Corpo de Bombeiros explica que o treinamento dos animais envolve uma rotina intensa de atividades físicas:

"Para identificar onde estão às vítimas ou possíveis restos mortais, os cães são treinados desde muito cedo e aprendem, entre outras coisas, a ignorar outros animais ou qualquer tipo de distração durante as ações", explica a corporação.

O comandante Holanda afirma que os militares entram em "cada fresta, em cada espaço, dentro da pilha de escombros" para encontrar possíveis vítimas.

Até ontem, o resgate foi feito manualmente, devido à instabilidade das estruturas. Passadas 24h do acidente, as equipes de busca foram autorizadas a utilizar máquinas pesadas para mover e retirar escombros.