Cães farejadores identificam casos de Covid-19 e têm mais de 90% de precisão

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Cachorros obtiveram ótimos resultados na identificação da Covid-19 - Foto: Neil Pollock/MDD
Cachorros obtiveram ótimos resultados na identificação da Covid-19 - Foto: Neil Pollock/MDD
  • Cães foram utilizados em estudo para detecção da Covid-19 em roupas de pessoas com e sem o vírus

  • Eles apresentaram ótimos resultados, chegando a mais de 94% de precisão

  • A expectativa é de que possam ser utilizados em aeroportos para identificar pessoas com a doença

Um estudo liderado por duas universidades e um centro de pesquisa canina mostrou que cachorros são capazes de identificar a Covid-19. A pesquisa, que ainda não foi publicada oficialmente, indicou que os animais podem farejar o odor específico liberado por pessoas com o vírus, independentemente de terem sintomas desenvolvidos ou não.

Marlow, Tala, Millie, Lexiy, Kyp e Asher, cachorros das raças labrador, golden retriever e cocker spaniel, obtiveram resultados bastante satisfatórios nos testes, chegando a 94,3% de acerto. O estudo, agora, deve passar por revisão antes de ser publicado.

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A pesquisa foi liderada pela Universidade de Durham, a Escola Londrina de Medicina Tropical e Higiene e o grupo Medical Detection Dogs. Para realizá-la, as instituições fizeram os cachorros farejarem 3.500 peças de vestuário, como meias, camisetas e máscaras, utilizadas por pessoas com e sem a Covid-19.

Os cães com melhor desempenho conseguiram detectar o vírus em amostras com até 94,3% de sensibilidade, o que representa baixo risco de resultados negativos falsos, e 92% de especificidade, o que significa baixo risco de resultados positivos falsos.

Da esquerda para a direita: Marlow, Tala, Millie, Lexi, Kyp e Asher - Foto: Neil Pollock/MDD
Da esquerda para a direita: Marlow, Tala, Millie, Lexi, Kyp e Asher - Foto: Neil Pollock/MDD

“Esses resultados fantásticos são mais uma evidência de que os cães são um dos biossensores mais confiáveis para detectar o odor de doenças humanas. Nosso estudo robusto mostra o enorme potencial dos cães para ajudar na luta contra a Covid-19", disse a cientista Claire Guest, uma das autoras da pesquisa.

A expectativa é de que este seja um primeiro passo para a utilização de cães em aeroportos para identificação de pessoas com o vírus. Um modelo matemático que acompanha o estudo mostra que dois cães são capazes de farejar até 300 passageiros em 30 minutos.

Os responsáveis pela pesquisa reconhecem que os ótimos resultados foram obtidos em um ambiente controlado e com amostras, mas acreditam que eles possam ser replicados no dia a dia.

“Saber que podemos aproveitar o incrível poder do focinho de um cachorro para detectar a Covid-19 de forma rápida e não invasiva nos dá esperança de um retorno a um estilo de vida mais normal por meio de viagens mais seguras e acesso a locais públicos, para que possamos novamente socializar com família e amigos", avaliou Guest.

Estudo também avaliou sensores

Além dos cachorros, o estudo testou a capacidade de sensores com alto grau de precisão detectarem o vírus por meio do perfil de composto orgânico volátil das amostras de odores. E os resultados foram ainda melhores, com 98% de sensibilidade e de 99% a 100% de especificidade.

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