Cafezinho sem culpa: conheça a cafeteira sustentável, que tem cápsulas de papel

Diante de uma demanda crescente da sociedade por produtos sustentáveis, a Nestlé está lançando cápsulas de café feitas de papel, que são compostáveis. A novidade vem acompanhada por uma nova máquina de café, que é feita com peças de alumínio e plástico reciclado, além de trazer tecnologia embarcada que permite que ela se conecte ao celular e o consumidor possa dar os comandos por meio de um aplicativo. O Brasil, um dos principais produtores de café do mundo, foi o país escolhido para o lançamento global da linha.

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— É uma tecnologia de baixo impacto ambiental, do cultivo do café até a xícara do consumidor. Trata-se de uma evolução na busca da sustentabilidade, que está sendo lançada primeiro no Brasil — contou Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.

O desenvolvimento da nova máquina Nescafé Dolce Gusto Neo levou cinco anos, e todo o projeto consumirá investimentos de R$ 300 milhões até 2025. A cápsula foi desenvolvida com a participação do centro de pesquisa de embalagens da companhia, localizado em Lausanne, na Suíça. O objetivo do Nestlé Institute of Packaging Sciences é acelerar a agenda de sustentabilidade da companhia e tornar suas embalagens 100% recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

O preço de varejo recomendado para a máquina Neo no Brasil é de R$ 899,00. O valor recomendado para cada cápsula Neo da linha Classic é de R$ 2,80 e para a linha Premium é de R$ 3,20.

O impacto das cápsulas de plástico no meio ambiente é debatido ao redor do mundo e recebe críticas recorrentes. Em 2016, a cidade de Hamburgo, segunda maior da Alemanha, baniu a compra das cápsulas por órgãos públicos, devido à dificuldade de reciclagem dos detritos. Já a ONG europeia Zero Waste classificou o café em cápsulas como a forma da bebida mais danosa ao meio ambiente.

As cápsulas de papel compostáveis sinalizam um novo caminho para a questão.

— Estamos dando um passo que une tecnologia e sustentabilidade, que será essencial para um futuro sustentável — explica Rachel Muller, vice-presidente de cafés e bebidas da Nestlé Brasil, lembrando que todo o café utilizado pela Nestlé Brasil já é de origem 100% sustentável.

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O sistema Neo só é compatível com as novas cápsulas de papel, já que a tecnologia de extração do café é diferente. As máquinas e cápsulas da primeira geração continuarão disponíveis.

As cápsulas serão produzidas na fábrica da empresa em Montes Claros, Minas Gerais, que tem impacto zero de emissão de gases de efeito estufa — o que é gerado é totalmente compensado. A fábrica também não envia resíduos para aterros e utiliza água de reuso.

A unidade foi adaptada para produzir as cápsulas e ganhou uma nova linha de produção seguindo o conceito da indústria 4.0, que agrega automação industrial e integração de tecnologias distintas, como inteligência artificial e computação em nuvem.

Elas são feitas de papel certificado pela organização não governamental FSC (Forest Stewardship Council), além de um polímero biodegradável compostável. Segundo a Nestlé, a cápsula consegue proteger o café da oxidação e se decompõe como cascas de frutas: de forma natural e em cerca de seis meses. O processo pode ser feito em compostagem doméstica ou industrial.

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A nova máquina permite diferentes preparos do café: ristretto, espresso, lungo, caseiro e americano. Ela é capaz de identificar a cápsula que foi inserida e ajustar os parâmetros, como quantidade de água e temperatura.

O café utilizado na linha Neo vem de Minas Gerais e Espírito Santo. A máquina estará à venda a partir de 1° de dezembro, assim como as cápsulas, na plataforma de e-commerce da marca.

Em São Paulo, eles estarão à venda em quiosques que serão abertos na capital paulista ou na loja conceito que será inaugurada na cidade em dezembro.