Cai popularidade de Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe Jair Bolsonaro na Casa Branca, em Washington, no dia 19 de março de 2019.

A aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu 16 pontos nos primeiros três meses de governo, de 67% para 51%, enquanto a desaprovação subiu de 21% para 38%, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

O índice de confiança no presidente caiu de 62% em janeiro para 49% em março, e 44% dos entrevistados declararam não confiar no presidente, contra 30% há três meses, segundo pesquisa do instituto Ibope.

A queda pode estar relacionada, segundo o analista político André César, da consultoria Hold, aos escândalos que agitaram os primeiros meses de governo, incluindo a questão das candidatas "fantasmas" para o recebimento de fundos de campanha.

"O governo não disse ao que veio, o governo não começou. Não entrou em campo ainda", opinou César.

Bolsonaro, que assumiu a presidência no dia 1º de janeiro, foi eleito com 55% dos votos válidos pelo Partido Social Liberal (PSL), contra 45% para Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

- 34%: a aprovação do governo -

O índice de 51% de aprovação revelado nesta quarta-feira se refere à atuação do presidente, mas a avaliação positiva do governo é de apenas 34%, contra 49% no início do mandato, segundo o Ibope, que entrevistou 2.002 pessoas entre 16 e 19 de março.

O percentual de pessoas que consideram o governo "regular" subiu de 26% para 34%, e os que acham o governo mau ou péssimo passaram de 11% em janeiro para 24% em março. Finalmente, 8% dos entrevistados não opinou.

Trata-se do índice de aprovação mais baixo verificado pelo Ibope nos primeiros três meses de governo em primeiro mandato desde 1995.

Em março de 1995, o total de 41% dos brasileiros aprovava a administração de Fernando Henrique Cardoso, reeleito quatro anos depois para um segundo mandato.

Em março de 2003, a pesquisa apontava que 51% aprovavam Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em 2010; e em março de 2011, 56% aprovavam o governo de Dilma Rousseff, sucessora de Lula, reeleita em 2014 e destituída em 2016 pelo Congresso.