Caixa quer escalonar pagamento dos benefícios anunciados pelo governo durante a crise

Geralda Doca
Agência da Caixa Econômica no Centro do Rio

BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal quer escalonar os pagamentos dos benefícios sociais que serão pagos pelo governo durante a crise para evitar a aglomeração de pessoas nos terminais eletrônicos e nas agências.

Segundo uma fonte ligada ao banco, a ideia é reservar os dez primeiros dias do mês para os beneficiários do Bolsa Família, entre 11º e 20 º dia para os trabalhadores informais que vão ganhar um voucher e os últimos dias para deficientes que receberão uma antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Segundo estimativas do governo, as medidas vão beneficiar 39 milhões de pessoas nos próximos meses. São 13 milhões de beneficiários do Bolsa Família, mais 13 milhões de informais e 13 milhões com a antecipação do BPC.

Com o saque das contas do FGTS, a Caixa adotou tecnologia para fazer os pagamentos por aplicativo de celular e internet, mas a avaliação é que como se trata de um público de baixa renda e de benefício de até R$ 200, a tendência é que as pessoas procurem as agências da Caixa para sacar o dinheiro.

Por isso, a ideia é fixar um cronograma de pagamento para reduzir o movimento nas agências, que também estão com expediente mais restrito por causa da pandemia.

O assunto será discutido entre técnicos da Caixa e da equipe econômica nesta sexta-feira. Para iniciar os pagamentos a instituição depende da formalização das medidas, via medida provisória (MP) ou projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional.

A Caixa diz que está preparada para atender o aumento da demanda porque opera em todo o país, com agências próprias, rede de lotéricos e correspondentes bancários. A experiência no pagamento das contas do FGTS também ajuda nesse momento, disse uma fonte do banco.