"Caixas misteriosas" encontradas no litoral do Nordeste vêm de navio nazista

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'Caixas misteriosas
'Caixas misteriosas" são encontradas no Litoral do Ceará. - Foto: José Cláudio de Araújo/Reprodução/G1
  • "Caixas misteriosas" que apareceram em praias da BA, AL e SE são fardos de um navio nazista

  • Conclusão é de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará e da Universidade Federal de Alagoas

  • Caso semelhante ocorreu em 2018 e 2019, em outras praias do Nordeste

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) concluíram que as "caixas misteriosas" que apareceram em praias da Bahia, Alagoas e Sergipe, em agosto deste ano, são fardos de borracha de um segundo navio nazista, o MV Weserland.

Caso semelhante ocorreu em 2018 e 2019, quando também apareceram nas praias do Nordeste fardos de borracha que se haviam soltado de um navio alemão, o SS Rio Grande, naufragado pelos americanos ao largo da costa do Brasil em janeiro de 1944.

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Desde 2018, esses fardos seguem aparecendo em algumas praias. Os mais recentes não são do SS Rio Grande pela enorme quantidade de fardos reportada (mais de 200) e o fato de que em alguns deles constavam as inscrições gravadas em ideograma japonês, o kanji (o que não tinha sido visto até então).

"Como chegaram muitos fardos e o pessoal da Ufal tirou fotos que mostravam escritas em japonês, a gente conseguiu chegar a um segundo navio", explicou ao portal G1 o oceanógrafo Carlos Teixeira, que é pesquisador no Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da UFC.

Em 2019, uma "caixa misteriosa" intrigou pessoas que estavam na praia do Sossego, em Itamaracá, Grande Recife. Uma situação semelhante havia registrada em Ipojuca, no litoral sul do estado. Segundo a prefeitura local, as caixas são de látex e se assemelham às outras que apareceram no litoral em 2018.

"Na ocasião, a Polícia Federal emitiu um laudo informando que essas caixas não contêm [oferecem] nenhum risco à população e podem ser utilizadas para reciclagem", disse a administração municipal.

Pesquisadores do Labomar concluíram que os pacotes são de um navio alemão que naufragou entre 1º e 4 de janeiro de 1944, mas só foi descoberto mais de 50 anos depois, a cerca de mil quilômetros do litoral. Isso aconteceu durante pesquisas para tentar identificar a origem das manchas de óleo que surgiram no litoral do Nordeste.

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