Calheiros alfineta Bolsonaro: “Só conseguiram curar a obstrução do intestino. O resto continua como antes”

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Brazilian Senator Renan Calheiros, rapporteur of the Parliamentary Inquiry Commission that investigates the government's handling of the coronavirus pandemic, speaks during a session, in Brasilia on May 25, 2021. - Brazil has spent the past weeks immersed in wall-to-wall coverage of a Senate inquiry into why COVID-19 exploded so horribly in the country -- a parade of damning, sometimes comical testimony likely to damage President Jair Bolsonaro. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Renan Calheiros fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Renan Calheiros criticou o presidente Jair Bolsonaro pelas declarações dadas ao sair do hospital no último domingo

  • Bolsonaro ficou internado de 14 a 18 de julho no hospital Vila Nova Star, em São Paulo

  • Na saída, o presidente fez críticas ao vice-presidente da Câmara dos Deputados ao citar a LDO e o fundão

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, alfinetou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que teve alta do hospital no último domingo (18).

“Pela entrevista que deu ao sair do hospital, os médicos só conseguiram curar a obstrução do intestino de Bolsonaro. O resto continua tão ou mais obstruído do que antes. Pena”, escreveu Calheiros nas redes sociais.

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Bolsonaro havia sido internado na quarta-feira (14), no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, com dores abdominais. O presidente estava com uma obstrução intestinal e teve de ser transferido para São Paulo. Havia uma possibilidade de intervenção cirúrgica, mas os médicos optaram por umt tratamento convencional.

Segundo a equipe médica, a alta foi possível porque o sistema digestivo do presidente está funcionando regularmente. “Ele deverá retomar a rotina de trabalho com calma”, informou o cirurgião Antônio Luiz Macedo, no sábado (17).

Sobre o tratamento de Bolsonaro, ainda no domingo Renan Calheiros lembrou que o presidente optou pela ciência e pela medicina. “O paciente Bolsonaro não tentou tratamentos alternativos, não pregou negacionismo. Priorizou a ciência e a medicina. Se o paciente tivesse presidido o Brasil na pandemia, centenas de milhares de vidas teriam sido salvas.”

Ao deixar o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, Bolsonaro deu entrevista e deu diversas declarações polêmicas. Entre as declarações, o presidente defendeu o uso de um novo medicamento sem comprovação de eficácia contra a covid-19, a proxalutamida.

Além disso, Jair Bolsonaro comentou o vídeo de Eduardo Pazuello, revelado pela Folha, em que o então ministro da Saúde negociava a compra da CoronaVac com intermediários, por um valor três vezes maior do que o oferecido pelo Butantan.

Segundo o presidente, “lá em Brasília não falta gente tentando vender lote na lua”. Ele ainda afirmou que “quando fala em propina, é pelado dentro da piscina”.

Bolsonaro ainda criticou o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), ao citar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que triplicou o valor do fundo eleitoral. Segundo o presidente, Ramos seria o responsável pelo aumento do “fundão”.

"Os parlamentares aprovaram a LDO, é um documento enorme, com vários anexos, tem muita coisa lá dentro, muitos parlamentares tentaram destacar essa questão, o responsável por aprovar isso daí é o Marcelo Ramos", disse Bolsonaro, defendendo os parlamentares que votaram a favor da LDO.

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