Califórnia rejeita em plebiscito volta de cotas raciais e baseadas em gênero

DIANA LOTT
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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Os eleitores da Califórnia rejeitaram em plebiscito uma proposta legislativa que permitiria a adoção de cotas baseadas em critérios de raça e gênero para a contratação de funcionários estatais e admissão em universidades públicas. A decisão manteve a proibição desse tipo de política pública já prevista em uma lei de 1996 que também foi votada pelos californianos e aprovada com 55% dos votos. Outros oito estados seguiram a Califórnia à época e instituíram vetos similares, que continuam em vigor: Arizona, Flórida, Michigan, Nebraska, New Hampshire, Oklahoma e Washington. Chamado de Proposta 16, o projeto foi votado junto com as eleições de 3 de novembro e recebeu o apoio da senadora pela Califórnia e atual vice-presidente eleita, Kamala Harris. A Califórnia é um dos estados mais progressistas dos EUA e tradicionalmente apoia o Partido Democrata --a chapa Biden-Harris venceu ali com 63,6% dos votos contra os 34,2% de Donald Trump. Os californianos de origem hispânica são o maior grupo racial do estado, representando 39,4% da população. Em segundo vêm os brancos (36,5%); os de origem asiática são o terceiro, com 15,5%. A expectativa era que o perfil político e demográfico do estado, aliado à onda de protestos antirracismo deste ano, teria impulsionado o voto a favor da volta das cotas, mas apenas 43% do eleitorado apoiou essa opção, contra 57%.