Calor extremo castiga Europa causando 600 mortes e diversos incêndios florestais

Fumaça e fome consomem floresta em Leiria, Portugal,  (Foto: REUTERS/Rodrigo Antunes)
Fumaça e fome consomem floresta em Leiria, Portugal no dia 14 de julho de 2022. (Foto: REUTERS/Rodrigo Antunes)

A Europa sofre há uma semana com uma forte onda de calor extremo que vem produzindo estragos. As altas temperaturas, com termômetros em torno de 40ºC, já provocaram quase 600 mortes, a maioria de idosos, de acordo com autoridades locais. Na França, Espanha e em Portugal os incêndios florestais resultaram na fuga de milhares de pessoas de suas casas. Os meteorologistas dizem que a onda de calor deve se estender para além deste final de semana. De acordo com a previsão, novos recordes de temperatura devem ocorrer nos próximos dias. As informações são do G1.

França

No sudoeste do país, pelo menos mil bombeiros trabalham para conter incêndios florestais que já destruíram mais de 10,5 mil hectares desde terça-feira (12) na região de Gironda. Não há registros de vítimas dos incêndios até o momento. Aproximadamente, 14 mil moradores e turistas tiveram que ser retirados da região. Eles foram encaminhados a sete centros de alojamentos de emergência.

No sábado (16), o presidente francês, Emmanuel Macron, agradeceu a solidariedade europeia que têm enviado ajuda para cessar o fogo que se alastra pelas florestas do país.

No país, a onda de calor, que já dura quase uma semana, causou pelo menos 360 mortes, de acordo com dados das autoridades espanholas informados pela Deutsche Welle.

Espanha

As altas temperaturas já causaram ao menos 360 mortes no país ibérico de acordo com dados das autoridades. Os termômetros chegaram a registrar 45,7ºC, provocando grandes incêndios florestais. Neste domingo (17), cerca de 20 deles estavam fora de controle em diferentes partes do país.

Além do calor, a falta de chuvas tem deixado os reservatórios do país em estado crítico. Na semana passada, os níveis chegaram a 44%, abaixo da média de 66% para este período na última década.

Portugal

De acordo com o Ministério da Saúde português, 238 pessoas faleceram entre 7 e 13 de julho em decorrência das altas temperaturas, sendo a maioria idosos.

Na última semana, quase todos os distritos do país foram colocados em alerta vermelho, o mais grave emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O primeiro-ministro, Antonio Costa, cancelou uma viagem que faria para Moçambique para monitorar os incêndios, que já consumiram mais de 30 mil hectares desde o início do ano.

Reino Unido

Neste sábado (16) o governo britânico fez uma reunião de emergência para organizar uma resposta às altas temperaturas. As autoridades também emitiram um alerta vermelho para calor excessivo no início desta semana, quando os termômetros podem bater os 40°C pela primeira vez no país. As autoridades orientaram os moradores de Londres a não pegar o metrô ou viajar nos trens regionais nos próximos dias, a menos que seja extremamente necessário.

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