Calotas da Antártica podem estar apresentando taxa de derretimento recorde nos últimos 5 mil anos

A Antártica pode estar apresentando uma taxa recorde de derretimento de suas calotas de gelo nos últimos 5 mil anos. Essa é a conclusão de uma pesquisa apresentada na revista Nature Geoscience por especialistas da Universidade do Maine, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o comportamento do manto de gelo da Antártida Ocidental em cenários futuros de aquecimento global continua a ser uma grande incerteza para as projeções do nível do mar.

Ninho de 80 milhões de anos: paleontólogos encontram ovos de titanossauro no Brasil pela primeira vez

Estudo: Girafa macho desenvolveu pescoço longo para brigar pelas fêmeas

Alerta: Cientistas dizem que mortes de golfinhos no Mar Negro podem estar relacionadas à guerra na Ucrânia

Para os cientistas, é motivo de preocupação a perda maciça em curso das geleiras Thwaites e Pine Island, que provavelmente diminuirão rapidamente uma vez que estão sendo derretidas por baixo, pelas águas profundas circumpolares quentes.

Essas duas grandes geleiras da Antártica Ocidental podem estar perdendo gelo mais rapidamente do que nos últimos 5 mil anos, o que pode levar a um aumento significativo do nível do mar nos próximos séculos.

Acidente: Telescópio James Webb da Nasa é atingido por meteorito e será ajustado

Essas geleiras são propensas ao derretimento rápido, uma vez que ficam em um leito “inclinado para dentro”, onde a água quente do oceano pode ter contato com as partes flutuantes das geleiras e erodir o gelo de sua base, potencialmente causando uma perda de massa descontrolada.

O rápido recuo dessas duas geleiras pode reduzir o tamanho do manto de gelo da Antártica Ocidental, contribuindo potencialmente para um aumento do nível do mar global de até 3,4 metros para os próximos séculos.

Vídeo: Filhote de girafa em zoológico nos EUA chama atenção nas redes

No entanto, segundo os pesquisadores, há a possibilidade de que as geleiras possam ter sido muito menores em um passado geologicamente recente, o que significaria que no meio do período Holoceno, como é conhecida o período dos acontecimentos há mais de 5000 anos, que era ainda mais quente que a atual.

Se as calotas eram de fato menores, há possibilidade de elas terem crescido mais tarde, o que aumentaria as esperanças de que esse fenômeno (aumento das calotas) pode ocorrer novamente no futuro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos