Calote em show do U2 rende processo gigante contra o São Paulo

Então gerente do Tricolor, Alan Cimerman é acusado de desviar R$ 1,5 milhão (Youtube/Divulgação)

Demitido pelo São Paulo por justa causa, em 2017, Alan Cimerman continua rendendo dor de cabeça ao clube. É que um dos golpes dos quais ele é acusado rendeu um processo contra o Tricolor no valor de pouco mais de R$ 540 mil. A ação é da Wolff Sports, que cobra o ressarcimento de R$ 540.341,46 por causa do repasse de ingressos em um camarote para shows do U2, em 2017.

No processo, a Wolff Sports, agência que presta consultoria em marketing esportivo para o próprio Tricolor, alega que pagou R$ 750.328,00 para a aquisição de ingressos e camarotes. As tratativas se deram com Cimerman, que atuava como gerente de marketing e tinha um salário de R$ 35 mil mensais.

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A agência, responsável por vários dos contratos de patrocínio fechados pelo São Paulo, assegura que repassou o dinheiro e foi pega de surpresa com a notícia da demissão de Cimerman, em meio a uma série de acusações.

A solução da Wolff Sports para garantir que seus clientes tivessem acesso aos shows foi adquirir outra carga de ingressos e camarotes, ao custo de R$ 331 mil.

Já os R$ 750 mil seguiam em discussão até que o São Paulo aceitou fazer um ressarcimento de R$ 209 mil, restando ainda R$ 540 mil, que motivaram a ação judicial. Ainda não houve a primeira audiência do caso, embora o Tricolor já saiba da existência do processo.

De acordo com Marcio Aith, diretor-executivo de comunicação e marketing do São Paulo, Alan Cimerman desviou cerca de R$ 1,5 milhão com os shows do U2 e do Bruno Mars no Morumbi.

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