'Camarão que dorme, rende mais no plantão', postou médico antes de ser preso

Horas antes de participar como anestesista do último parto e ser preso em flagrante por estupro de vulnerável de uma mulher em trabalho de parto, no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o médico Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, chegou a publicar um story em uma rede social em que marcava a unidade de saúde. Ele escreveu: “É aquele ditado: Camarão que dorme, rende mais no plantão”, e marcou o hospital.


O médico, aliás, compartilhava com frequência sua rotina nas redes sociais, principalmente mostrando as unidades de saúde em que trabalhava. Em sua primeira publicação na rede, em novembro de 2021, Giovanni escreveu: “Desde pequeno sonho em ser médico anestesiologista. E finalmente esse sonho está se tornando realidade. Esse perfil vem com o objetivo de mostrar algumas experiências na vida e no dia a dia do médico anestesista. Desmistificar que a anestesia é ruim ou assustadora e mostrar o papel importante dentro da equipe cirúrgica.”


Em novembro do ano passado, na legenda de uma foto na entrada do Centro Cirúrgico do Hospital Casa São Bernardo Giovanni escreveu: “Vocês ainda vão ouvir falar de mim. Esperem!”

Em um vídeo postado há 17 semanas, o médico mostra a aplicação da anestesia ao som da música "Sweet Dreams", da banda Trinix. No post, uma usuária comentou após o crime vir à tona, na manhã desta segunda: "Chega a ser assustador assistir um vídeo desse e imaginar coisas que ele teria feito após. Que apodreça na cadeia”.


O médico estava no hospital há dois meses. Além de atender no local, ele também prestava serviços em outras dez unidades. De acordo com a polícia, as unidades seriam o Barra D’or e Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, além do Hospital Federal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Responsável pela prisão em flagrante do médico, a delegada Bárbara Bueno Lomba, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti representou pela prisão preventiva dele à Justiça do Rio.

A Polícia Civil vai requisitar todos os últimos prontuários do Hospital da Mulher Heloneida Studart para levantar possíveis pacientes do médico para mensurar quantos crimes ele teria cometido.

A defesa do médico não foi encontrada.

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