Camboja celebra os 40 anos do fim do regime do Khmer Vermelho

Primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, em Phnom Penh, em 7 de janeiro de 2019

Dezenas de milhares de cambojanos comemoraram, nesta segunda-feira (7), em um estádio em Phnom Penh, o 40º aniversário do fim do regime do Khmer Vermelho.

"Hoje celebramos a para reavivar a memória indelével dos crimes mais odiosos do regime de Pol Pot", declarou o primeiro-ministro Hun Sen, um ex-Khmer Vermelho.

Entre 1975 e 1979, os maoístas radicais impuseram no Camboja quatro anos de sofrimento e perseguição, que deixaram cerca de dois milhões de mortos.

O regime de Pol Pot caiu em 7 de janeiro de 1979 devido a uma ofensiva vietnamita em que Hun Sen, que havia se refugiado no Vietnã, participou.

Hun Sen, que está há mais de trinta anos no poder, apresenta-se como o único garantidor da estabilidade para evitar uma guerra civil.

Ele até assimila a oposição ao Khmer Vermelho. O principal partido de oposição, o Partido Nacional de Resgate do Camboja (CNRP) está proibido e seu chefe, Kem Sokha, está preso.

Hun Sen prometeu nesta segunda-feira "impedir as ações de políticos extremistas da oposição e os estrangeiros por trás deles".

Kem Sokha está em prisão domiciliar aguardando julgamento, acusado de querer fomentar uma revolução com o apoio de Washington.