Malala volta ao Paquistão quase seis anos após ser alvo de ataque de talibãs

Islamabad, 29 mar (EFE).- A vencedora do prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai retornou, nesta quinta-feira ao Paquistão quase seis anos depois de abandonar seu país natal após um ataque talibã onde foi baleada na cabeça por defender a educação das meninas.

"O Paquistão dá as boas-vindas a Gul Makai (como também é conhecida a ativista) à sua casa. Estamos orgulhosos de você", manifestou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Mohammed Faisal, através do Twitter.

Malala deixou o aeroporto de Islamabad protegida por um forte esquema de segurança, como visto em imagens divulgadas pela emissora de TV "Geo".

A ativista se reunirá com o primeiro-ministro, Shahid Khaqan Abbasi, com quem tratará questões relacionadas com a educação das meninas, segundo divulgaram veículos de imprensa locais, embora a agenda da jovem não foi revelada totalmente por questões de segurança.

No último sábado, a ganhadora do Nobel da Paz de 2014 relembrou seu país natal em sua conta do Twitter.

"Neste dia, avalio as memórias do meu lar, jogando críquete nos telhados e cantando o hino nacional no colégio. Feliz Dia do Paquistão", escreveu a jovem, em referência ao dia nacional de seu país.

Malala ganhou notoriedade ao escrever um blog para a "BBC" utilizando o pseudônimo de Gul Makai, onde denunciava as atrocidades sofridas sob o regime do Tehrik-i-Taliban (TTP).

No dia 9 de outubro de 2012, foi vítima de um atentado em Mingora, no noroeste do país, quando dois membros do TTP se aproximaram ao veículo escolar onde Malala se encontrava atiraram nela com um fuzil, atingindo a jovem no crânio e pescoço.

Depois de ser transferida a um hospital de Rawalpindi, perto da capital do país, a adolescente foi levada ainda inconsciente para o Reino Unido, onde se recuperou e atualmente reside com sua família.

Em 2014, ela se tornou na mais jovem vencedora do prêmio Nobel da Paz por conta de seus esforços pelo direito à educação das crianças, um prêmio compartilhado com o indiano Kailash Satyarthi. EFE