Câmera de segurança da casa de tenente-coronel filmou farsa de PMs acusados de assassinato

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Imagens da câmera de segurança comprovaram a farsa - Foto: Reprodução
Imagens da câmera de segurança comprovaram a farsa - Foto: Reprodução
  • Trio de PMs é acusado de assassinato após forjar uma ocorrência em julho

  • Eles alegavam que Vinícius Oliveira havia sido morto após resistir a uma ordem de parada

  • Imagens, porém, mostraram que o rapaz já havia sido baleado e que os PMs forjaram a resistência

As câmeras da casa de um tenente-coronel de 71 anos na Zona Sul de São Paulo comprovaram a farsa praticada por três policiais militares no assassinato de um engenheiro civil. As informações são da coluna de Josmar Jozino no UOL.

O sargento Cristiano Procópio Magalhães, de 47 anos, e os cabos Alexandre Medeiros Borges, 35, e Dimas dos Santos Silva, 37, agora são acusados de assassinato pela morte de Vinícius Texucla Oliveira, 36.

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No último dia 11 de julho, eles haviam registrado uma ocorrência de resistência seguida de morte, mas a filmagem esclareceu que tudo não passou de uma farsa armada pelos PMs da Força Tática do 27º Batalhão.

Na ocorrência, os policiais registraram que o motorista de um Voyage não obedeceu a uma ordem de parada, o que teria dado início a uma perseguição que terminou com o veículo colidindo, momento no qual dois homens teriam descido do carro atirando.

A vítima foi baleada pelos policiais - Foto: Getty Images
A vítima foi baleada pelos policiais - Foto: Getty Images

Na rua onde eles afirmaram que este episódio se desenrolou, porém, havia uma câmera de segurança. A filmagem mostrou que, na realidade, o Voyage trafegava lentamente pela rua quando parou abruptamente e um homem ferido caiu com as mãos no asfalto.

Na sequência, uma viatura da Força Tática estacionou, e três PMs colocaram o rapaz no banco de trás do veículo. Segundo a investigação, os policiais dirigiram por 1,5 km, até o ponto onde simularam a ocorrência de resistência seguida de morte.

As imagens comprovam que Vinícius, na realidade, já havia sido ferido muito antes do momento apontado pelos agentes. Eles ainda teriam plantado um revólver calibre 38 e uma pistola 380 ao lado do rapaz para justificar os tiros, antes de chamar “socorro” para a vítima.

Vinícius chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Geral do Grajaú, mas não resistiu. Os médicos constataram que ele foi baleado nas costas e no abdômen.

Imagens mostram outra farsa

Um quarto policial ainda foi envolvido na simulação. O cabo Tiago Vieira da Silva, 37, havia acabado de encerrar seu turno quando foi ao local e ouviu dos PMs o pedido de um favor.

Ele foi orientado a retornar ao local onde Vinícius foi colocado no banco de trás do Voyage e tacar areia nas manchas de sangue no asfalto, eliminando provas do crime. As imagens da câmera de segurança mostram que o agente cumpriu à risca o pedido.

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