Câmeras presas em tubarões avistam floresta submarina de ervas marinhas

Por motivos de economia, tanto de tempo quanto de dinheiro, a equipe de pesquisadores optou por renunciar a mergulhadores humanos ou submarinos e realizou o estudo com câmeras em tubarões (Getty Creative)
Por motivos de economia, tanto de tempo quanto de dinheiro, a equipe de pesquisadores optou por renunciar a mergulhadores humanos ou submarinos e realizou o estudo com câmeras em tubarões (Getty Creative)
  • Estudo foi feito através de câmeras presas em tubarões;

  • Por motivos de economia, a equipe de pesquisadores optou por renunciar a mergulhadores humanos ou submarinos;

  • Estudo reforça que as ervas marinhas, um importante campo de alimentação para animais marinhos, também podem armazenar grandes quantidades de carbono.

Um novo estudo publicado na revista Nature Communications, feito através de câmeras presas em tubarões, identificou uma enorme floresta submarina de ervas marinhas, que pode ser a maior do mundo e se estende por 35.000 milhas quadradas (aproximadamente 56 mil quilômetros quadrados) no fundo do mar do Caribe.

“Esta descoberta mostra o quão longe estamos de explorar os oceanos, não apenas nas profundezas, mas mesmo em áreas rasas”, disse o coautor do estudo Carlos Duarte, da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah, na Arábia Saudita, ao jornal The Guardian.

Por motivos de economia, tanto de tempo quanto de dinheiro, a equipe de pesquisadores optou por renunciar a mergulhadores humanos ou submarinos, enviando tubarões-tigre para cobrir grandes áreas do fundo do mar sem esforço.

O estudo reforça que as ervas marinhas, um importante campo de alimentação para animais marinhos, também podem armazenar grandes quantidades de carbono, tornando a pesquisa fundamental na luta contra as mudanças climáticas.

Oceano nas profundezas da Terra

Um novo estudo dá novas provas à teoria de que o planeta Terra tem um sexto oceano, além do Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, e que ele corre abaixo de nossos pés.

Publicado na revista Nature Geoscience, o artigo afirma que esse oceano abrange todo o globo em uma camada entre o manto superior e o inferior da Terra, a cerca de 650 quilômetros de profundidade. Em comparação, a crosta terrestre tem uma profundidade média de 8 a 40 quilômetros.

Os geólogos já vinham acumulando já um tempo evidências que existe uma grande quantidade de água no manto da Terra, mantida em minerais porosos, e não como um grande corpo de água, como acontece na superfície. Em 2014, um estudo sugeriu que essa zona de transição pudesse contar até 1% de seu peso em água, com base em amostras de um mineral chamado de ringwoodite, encontrado em um diamante extraído no Brasil.