Camila Pitanga toma cloroquina para malária e é vítima de fake news; médicos explicam

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Camila e Antonia estão fazendo isolamento em uma zona de Mata Atlântica no litoral de São Paulo

Desde que Camila Pitanga anunciou que está com malária, a doença virou debate nas redes sociais. Numa rápida busca pelo Twitter, por exemplo, é possível ver algumas pessoas que defendem o uso da cloroquina para combater o coronavírus, o que não é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), criticarem a atriz por estar usando o medicamento, e espalhando insinuações de que ela estaria mentindo sobre o diagnóstico para poder tomar o remédio.

A cloroquina, que está na boca do povo por conta da pandemia de Covid-19 e não teve sua eficácia comprovada contra o vírus, é indicada justamente para tratar malária. No caso desta doença, o composto utilizado pelo remédio é o difosfato de cloroquina. Flavio Emery, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, explica a diferença entre as duas.

— Difosfato de cloroquina é a cloroquina, e Hidroxicloroquina é um derivado que é considerado menos tóxica, em comparação para o tratamento das quais é comprovado: lúpus, artrite e malária. As duas foram estudadas e não tiveram a eficácia comprovada para o tratamento de Covid-19 — diz Emery.

Silvia Maria di Santi, especialista em malária e chefe da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) da USP, que tratou a atriz, explica que o tal remédio tão falado durante pandemia é usado no tratamento de malária, mas, geralmente, por apenas três dias.

— Aqui, usamos o difosfato de cloroquina, que está sendo tão falado, mas é para malária, sim, e é usado por três dias — ressalta a especialista, que acrescenta que, para a doença que afetou Pitanga, o tratamento é eficaz: — Ele só se alonga quando o paciente está grave e, então, precisa de uma semana de remédio. Mas normalmente, é muito rápido e tem uma boa resposta.

Em seu último post no Instagram, Camila Pitanga resolveu dar mais detalhes mais sobre a doença e ressaltar que ela não é rara como inicialmente tinha falado. A atriz ainda aproveitou para mandar um recado:

"Há um protocolo e remédios cientificamente comprovados que tratam a malária. Os médicos são profissionais treinados que receitam o tratamento. Não é achismo, nem ilusão, nem um teste, são fatos, repito, cientificamente comprovados por profissionais competentes em suas áreas de atuação", escreveu a artista.

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