Camilla de Lucas diz que saiu da igreja após amigo gay ser constrangido

Camilla de Lucas falou sobre a relação com a igreja (Foto: Andy Santana/AgNews)
Camilla de Lucas falou sobre a relação com a igreja (Foto: Andy Santana/AgNews)

A declaração homofóbica da cantora Bruna Karla continua repercutindo nas redes sociais. Após vários artistas repudiarem o comentário, a ex-BBB Camilla de Lucas aproveitou o assunto para contar que a homofobia a fez sair da igreja. Ela disse que tudo começou quando levou um amigo para o culto e ele se sentiu constrangido.

"Uma vez uma pessoa estava MUITO mal e convidei pra ir comigo. Chegando lá no culto, deram um papel pra marcar os pecados que você não queria mais e tinha homossexualidade. A pessoa que estava comigo era gay. Eu fiquei envergonhada porque tinha levado essa pessoa para ouvir a palavra e sair bem", contou a influenciadora.

Segundo ela, o acontecimento a deixou abalada. "É necessário rever muitas falas e não dá pra justificar ser da religião que segue. Vocês precisam aprender o maior princípio de todos: RESPEITAR O PRÓXIMO! A gente não veio nesse mundo pra ser luz? Porque o povo tá pior que o capeta!", disparou.

Entenda o caso

Bruna Karla causou revolta após a declaração homofóbica no podcast da atriz Karina Bacchi. Durante o papo, a cantora gospel afirmou que não iria ao casamento de um amigo gay. Segundo ela, o rapaz a convidou e a resposta foi: "Quando você se casar com uma mulher linda, cheia do poder de Deus, eu vou".

A artista também disse que o rapaz estava "escolhendo o caminho da morte eterna". "Aos meus queridos ouvintes homossexuais, o que Deus tem para a sua vida é libertação. O que Deus tem para a sua vida é o que ele sonhou para você. Receba todo o meu amor, o meu respeito, porque Jesus não sonhou isso para você", afirmou na ocasião.

Nas redes sociais, a evangélica foi duramente criticada. Internautas chegaram a pedir uma punição. Vale lembrar que homofobia é crime no Brasil desde 2019 e discursos como o da cantora gospel alimentam uma violência que só aumenta. De acordo com dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2021, o número de ocorrências contra pessoas LGBTQIA+ cresceram 20% em relação a 2020.

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