Caminhoneiros argentinos esperam mais de 12h para comprar diesel

Estudo é da Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transporte de Cargas (Fadeeac). (Getty Images)
Estudo é da Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transporte de Cargas (Fadeeac). (Getty Images)
  • Cerca de 26% dos caminhoneiros argentinos aguardam mais de 12 horas para encher tanques;

  • País vizinho ao Brasil sofre com desabastecimento de diesel;

  • Especialistas apontam que situação deve servir de exemplo ao Brasil.

Cerca de 26% dos caminhoneiros que usam diesel na Argentina esperam mais de 12 horas nos postos para conseguir abastecer seus veículos, ao passo que outros 31% aguardam de 6 a 12 horas para encher o tanque. É o que mostra um estudo da Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transporte de Cargas (Fadeeac) ,obtido pela CNN.

As informações se baseiam em 43 câmaras de transporte que compõem o órgão, o que corresponde a cerca de 4.400 empresas argentinas. A pesquisa começou em abril, mas a situação se agravou entre os dias 5 e 25 de maio, quando o número de regiões desabastecidas passou de dois para oito.

São elas: Entre Rios, Santa Fé, Corrientes, Misiones, Formosa, Salta, Tucuman e Jujuy. As áreas fazem fronteira com Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile.

“Há várias semanas, centenas de caminhões da Bolívia vêm ao porto de Campana para buscar o combustível que o país importa. Se você pagar, há combustível disponível. Enquanto isso, na Argentina temos caminhões encalhados na beira da estrada, por falta de diesel”, disse Roberto Guarnieri, presidente de Fadeeac.

Brasil corre riscos?

De acordo com os especialistas ouvidos pela CNN, o Brasil ainda não está sofrendo com desabastecimento. Ainda assim, a situação deve ser monitorada, especialmente para que os governantes mantenham o preço do combustível alinhado ao mercado internacional. Atualmente, o diesel registra defasagem média de 6%.

“O preço do diesel vai subir por três aspectos: a continuidade da guerra da Ucrânia, a temporada de furacões nos EUA – que pode ser pior do que o ano passado e parar refinarias na Louisiana – e a alta tradicional no consumo para o segundo semestre por conta do agronegócio”, afirma Adriano Pires, consultor do setor.

Para o conselheiro da Petrobras, Marcelo Oliveira, a situação da Argentina serve de alerta ao Brasil. “Que isso sirva de exemplo. Em países onde os governos se metem no mercado há falta de produtos”, disse à CNN.

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