Campanha arrecada e distribui alimentos e itens de higiene a população de rua na Zona Norte

Laura Suprani*

RIO — Como formas de combate à pandemia de Covid-19, estão o isolamento social e hábitos de higiene. Mas, apesar de simples, o cumprimento dessas medidas é um desafio para muitos. Pensando nisso, o projeto social Pretas Ruas lançou uma campanha para atender a população de rua da cidade do Rio, especialmente na região da Zona Norte.

A cada 15 dias, aos domingos, as fundadoras do projeto, Pamella Lessa, Pamella Oliveira e Shaiene Balbino, realizam a distribuição de cerca de 300 kits de higiene, masculinos e femininos, e de alimentos para moradores de rua nos bairros de Vaz Lobo, Madureira e Cascadura. As distribuições são realizadas com uma equipe mínima, seguindo as recomendações de segurança contra o novo coronavírus, como utilização de máscaras e álcool em gel, de forma a garantir a segurança dos voluntários e dos atendidos.

Com o objetivo de aumentar o alcance da iniciativa, foi lançada a campanha “Solidariedade nas ruas”, para arrecadar doações. Quem quiser contribuir, doando valores a partir de R$ 10, pode acessar o site solidariedadenasruas.bonde.org.

— Com a pandemia, a demanda da população de rua aumentou. E a capacidade de alguns outros projetos em atendê-la diminuiu. Então estamos trabalhando para aumentar a cobertura da campanha e aumentar a mobilização — explica Pamella Lessa.

O projeto, que nasceu em novembro de 2019, também realiza ações em Niterói, atendendo mulheres em situação de vulnerabilidade social. Entre as atividades estão iniciativas de inclusão digital e oferta de oficinas de capacitação profissional e empreendedorismo, para qualificar essas pessoas e ajudá-la a reingressar no mercado de trabalho.

Em consequência da pandemia, porém, as atividades foram reduzidas e substituídas por ações voltadas ao atendimento de necessidades básicas.

— O período de pandemia destacou muitas desigualdades. Estamos aproveitando o isolamento para escrever e planejar projetos que futuramente, quando isso acabar, possam continuar ajudando essas pessoas —reforça Pamella Lessa.

*Estagiária, sob supervisão de Lilian Fernandes