Campanha arrecada R$ 45 mil a mulher negra detida por furtar carne

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Paloma da Silva Santos foi detida por furtar carne em um supermercado no Rio de Janeiro
Paloma da Silva Santos foi detida por furtar carne em um supermercado no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
  • Uma mãe desempregada foi detida pela polícia por furtar carne de um supermercado no Rio de Janeiro

  • A Justiça condenou a jovem a pagar R$ 500 em cinco parcelas

  • Campanha virtual realizada pelo advogado que acompanha o caso arrecadou mais de R$ 45 mil

Paloma da Silva Santos, 19 anos, desempregada e mãe solo de um bebê de oito meses, foi detida pela polícia por furtar peças de picanha de um supermercado em Manguinhos (zona norte do Rio de Janeiro). Segundo ela, o objetivo era revender e para conseguir pagar o aluguel e comprar alimentos.

A jovem foi condenada pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) a pagar R$ 500, em cinco parcelas, sendo a primeira com vencimento até este domingo (10). O advogado Joel Luiz Costa, que acompanha o caso, divulgou uma chave Pix para arrecadar o dinheiro, mas a campanha virtual superou as expectativas e ultrapassou R$ 45 mil.

"Eu não sei nem como agradecer, mas obrigado por nos ajudarem a mudar a vida de uma família preta!", comemorou o defensor em sua rede social.

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Em outro caso semelhante, uma mãe de cinco filhos, de 41 anos, acusada de furtar uma Coca-Cola de 600 ml, dois pacotes de macarrão instantâneo Miojo e um pacote de suco em pó Tang, teve o pedido de liberdade negado pela Justiça de São Paulo. O caso aconteceu em um supermercado da Vila Mariana, zona sul da capital paulista, na noite do dia 29 de setembro.

De acordo com boletim de ocorrência, ela foi flagrada com os itens que totalizam R$ 21,69 e fugiu. Ela foi perseguida por uma viatura de polícia que passava pelo local. A mulher caiu e feriu a testa durante a fuga, e foi levada ao hospital antes de ser encaminhada para a delegacia.

Mesmo com o valor baixo do furto, a mulher foi mantida presa após a audiência de custódia. A pedido do Ministério Público de São Paulo, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva. Agora, seu caso está a cargo da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que pediu o relaxamento da prisão da mulher, pois ela é mãe de cinco filhos com idades de 2, 3, 6, 8, e 16 anos.

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