Campanha de Bolsonaro minimiza Datafolha e admite desgaste por ataques em reunião com embaixadores

Integrantes da campanha de Jair Bolsonaro (PL) minimizaram os números da pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47%, à frente do chefe do Executivo, que somou 29%. Em sua tradicional "live", o próprio candidato à reeleição afirmou que não esperava um resultado melhor para ele neste momento.

De acordo com o presidente, as medidas adotadas pelo governo que podem impactar na corrida pelo Palácio do Planalto só deverão surtir efeito no mês que vem. Entre elas estão o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e a redução no preço dos combustíveis.

— Eles (aliados) acham que a virada vai ser no final de agosto, principalmente com Auxílio e (propaganda eleitoral) na TV. Embora os combustíveis sejam importantes, o Auxílio teria um peso maior pela (possibilidade de comprar) comida e pelo gás. Mas avaliações mais específicas ainda estão sendo feitas — disse o presidente.

O GLOBO apurou que, na avaliação do núcleo duro da campanha, a reunião em que Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitora diante de representantes diplomáticos de diversos países atingiu em cheio a imagem do presidente, o que pode ter prejudicado uma eventual recuperação dele neste Datafolha.

O levantamento divulgado nesta quarta trouxe poucas novidades em relação ao anterior. Em junho, Bolsonaro tinha 28% e Lula, 48%.

Em entrevista ao GLOBO, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, faz uma previsão alinhada com a declaração dada pelo presidente da República durante a live de "hoje".

-- Pelas pesquisas, em agosto o presidente vai estar empatado. Será um mês que muda tudo para gente, quando começa a campanha e vários benefícios (aumento do Auxílio Brasil, Vale Gás, auxílio para caminhoneiros, redução do preço da gasolina) importantes chegando -- disse Faria.

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