Campanha de Lula pensa em chamar diretor demitido por Bolsonaro para Ministério

Intuito da campanha de Lula é entregar a Galvão, ex-diretor do Inpe demitido no governo Bolsonaro, o Ministério da Ciência e Tecnologia. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Intuito da campanha de Lula é entregar a Galvão, ex-diretor do Inpe demitido no governo Bolsonaro, o Ministério da Ciência e Tecnologia. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Campanha de Lula pensa em chamar Ricardo Galvão para o Ministério, em um eventual governo;

  • Galvão era diretor do Inpe e foi demitido em 2019 após divulgar dados sobre desmatamento;

  • Sondagem ficou no campo técnico da campanha, já que a intenção é ganhar as eleições primeiro.

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem pensado em chamar Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), para ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia, caso o petista seja eleito.

Em 2019, Galvão foi demitido do Instituto após ter irritado o presidente Jair Bolsonaro (PL) com a divulgação de dados que mostravam o aumento no desmatamento da Amazônia. Atualmente, ele concorre ao cargo de deputado federal por São Paulo pela Rede, a convite de Marina Silva, nova aliada de Lula.

Conforme divulgado pela coluna de Guilherme Amado, do portal Metrópoles, a sondagem tem sido feita pelo ex-ministro Sérgio Rezende, que formula as propostas da área para o plano de governo do presidenciável.

Entretanto, o assunto ficou restrito ao campo técnico da campanha e não avançou, por enquanto, para o campo político. Um dos motivos é a vontade de Lula de concentrar todos os esforços em ganhar as eleições, para então esboçar o desenho de um eventual governo.

De acordo com a última pesquisa do Ipec, antigo Ibope, o petista lidera a corrida ao Planalto, com 46% das intenções de voto. Bolsonaro aparece em seguida, com 31%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)