Campanha de Lula por voto útil, sem apresentar projeto é desrespeito, diz Tebet

Simone Tebet criticou a campanha de Lula na reta final das eleições pelo
Simone Tebet criticou a campanha de Lula na reta final das eleições pelo "voto útil". (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

Candidata à sucessão presidencial pelo MDB, Simone Tebet voltou a criticar nesta quarta-feira (21) a empreitada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo “voto útil” na tentativa de vencer ainda em primeiro turno. Em São Paulo, a senadora disse que a tentativa do petista é um desrespeito com a democracia e “com o povo brasileiro”.

“Eu vejo mais como desrespeito do ex-presidente Lula com a democracia e com o povo brasileiro, porque não é só pregar o voto útil, que é um direito dele. Tentar, né? Ele prega um voto útil, mas não se apresenta ao Brasil. Quem é esse Lula que está chegando? Qual é o projeto que tem para educação? Qual é o projeto de desenvolvimento?”, disse.

Tebet também criticou Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL) por negarem participação em debates. Até agora, a 11 dias da realização do primeiro turno, somente um evento com os presidenciáveis foi realizado. Outros dois estão marcados, um no SBT, em 24 de setembro, e outro da TV Globo, para o dia 29. Contudo, a imprensa já noticia a desistência do petista de ir ao evento da emissora de Silvio Santos.

“Essa situação é muito triste. Nós estamos indo para o encerramento de uma campanha onde os candidatos que mais pontuam (Lula e Bolsonaro) não vão para debates e não apresentam propostas reais, soluções reais, para os problemas mais graves do Brasil”, acrescentou a postulante.

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A senadora se colocou como a única e real candidata do voto útil e capaz de vencer o petista nas urnas.

“Eu sou o voto útil. Represento a única saída que o Brasil tem de não voltar com fórmulas ultrapassadas, de um governo que permaneceu quatro mandatos, mas não fez o dever de casa”, argumentou. Segundo as pesquisas de intenção de voto, Tebet está em quarto lugar, com média de 4% da preferência.

Segundo a candidata, tanto Lula quanto Bolsonaro já atingiram o teto de intenções de voto e são os mais rejeitados. Portanto, ainda há chances de crescimento fora da polarização entre os dois.

Além dela, Ciro Gomes, que está em terceiro lugar nas pesquisas, também voltou a atacar a estratégia petista nesta quarta (21). O pedetista qualificou a estratégia como “fascismo de esquerda” e disse que a medida tenta “aniquilar alternativas”.

“O que está fazendo o fascismo de direita e de esquerda no Brasil? Porque, sim, há um fascismo de esquerda no Brasil liderado pelo PT. Eles estão querendo simplificar de uma forma absolutamente dramática o debate e querem simplesmente aniquilar alternativas. Isso é uma tragédia para o Brasil”, afirmou Ciro em sabatina ao jornal Estadão e Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).