Campanha de Lula quer que Alckmin 'fure a bolha' do PT e fale com conservadores

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A estratégia será deixar Lula com o tom mais inflamado nos discursos, enquanto Alckmin deve adotar tom mais moderado, com falas mais serenas e sem exaltações. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
A estratégia será deixar Lula com o tom mais inflamado nos discursos, enquanto Alckmin deve adotar tom mais moderado, com falas mais serenas e sem exaltações. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

A campanha do pré-candidato à presidência nas eleições Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer que o seu vice, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), "fure a bolha" do petismo e fale com conservadores. Em tese, esses setores distantes da esquerda seriam mais ligados ao ex-tucano.

O discurso de Alckmin, portanto, deverá ser voltado a algumas áreas econômicas como o mercado financeiro, agronegócio, igrejas e militares, segundo o UOL.

Já o ex-presidente seguirá dialogando com trabalhadores e movimentos sindicais, o que já é de praxe do petista, conforme acredita a equipe de comunicação da chapa.

A estratégia será deixar Lula com o tom mais inflamado nos discursos, enquanto Alckmin deve adotar tom mais moderado, com falas mais serenas e sem exaltações. Segundo o jornal, os articuladores querem que Alckmin e Lula "se complementem".

As peças publicitárias da chapa são administradas pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. Sua missão, segundo o UOL, será direcionar Alckmin "para onde sempre apontou e para quem sempre falou" para que a união de figuras tão diferentes trabalhe as distinções sem parecer conflito.

Pré-candidaturas à presidência em 2022

No último dia 7, o PT lançou oficialmente a pré-candidatura de Lula com Alckmin como vice para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022, em um evento em São Paulo. Com covid-19, Alckmin, que participou virtualmente.

Estiveram presentes lideranças dos partidos que apoiam a candidatura, como PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede, além de centrais sindicais, movimentos sociais, artistas, influenciadores e a militância dos partidos. O movimento foi denominado Vamos Juntos Pelo Brasil.

Já com tom moderado, Alckmin falou por vídeo de casa. No discurso, ele disse que “nenhuma divergência do passado, nenhuma diferença do presente nem as disputas de ontem e nem as eventuais discordâncias futuras serão motivos para que ele deixe de apoiar e defender com toda a convicção a volta de Lula à presidência”. "É com muito orgulho que faço isso com respaldo, confiança e participação do meu partido”, disse.

Lula, por sua vez, afirmou que este era um dia muito especial por conseguir juntar todas as forças políticas progressistas em torno de uma campanha. "Eu e todos que estão juntos comigo, temos uma causa que é restaurar a soberania do Brasil e do povo brasileiro."

Segundo o ex-presidente, durante seu governo o diálogo foi a marca registrada, com abertura para a sociedade civil junto aos ministérios. "Vamos ter que fazer isso novamente e para isso apresento o imenso legado do nosso governo. Fizemos muito, mas tenho consciência de que ainda é preciso e possível fazer muito mais".

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