Campanha de Lula deve focar em conservadores e Bolsonaro em auxílio às mulheres

A definição de um segundo turno para as eleições presidenciais fez com que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) traçassem novas estratégias para se fortalecerem até a disputa nas urnas, marcada para o dia 30 de outubro.

Do lado do petista, a campanha pensa em uma “carta aos brasileiros” dirigida aos grupos mais conservadores. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, tentará articulações com o PSDB, especialmente com Eduardo Leite, que disputa o segundo turno para governador no Rio Grande do Sul, e Rodrigo Garcia, derrotado na disputa em São Paulo. Ela também busca apoio de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

Os grupos religiosos estão na lista dos que receberão maior atenção. Nas avaliações internas do partido, as fake news sobre o desejo do ex-presidente de fechar igrejas contribuiu com o crescimento de Bolsonaro. O objetivo, portanto, é aumentar a participação de Marina Silva (Rede), que tem credibilidade com o público evangélico, e de Geraldo Alckmin (PSDB).

Bolsonaro, por sua vez, deve reforçar a guerra ideológica, seguindo a ‘linha Carluxo’. Filho do presidente, Carlos Bolsonaro insiste que a estratégia de focar nesses temas aumenta o conservadorismo e desequilibra o jogo, ainda que a política aliada do candidato à reeleição queira campanhas diferentes na televisão.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro também deve ganhar mais espaço. Ao longo da campanha eleitoral anterior ao primeiro turno, a participação dela visava, principalmente, atrair o voto das mulheres, um dos segmentos que mais rejeita Bolsonaro. Esse público segue visado pelo presidente, que deve prometer um 13ª do Auxílio Brasil para as mulheres a partir de 2023. A informação foi dada por Fabio Wajgarten, um dos integrantes da campanha, ao g1.

Aliados de Bolsonaro, como Damares Alves e Ricardo Salles, eleitos para o Senado e para a Câmara dos Deputados, também participarão da campanha.