Campanha quer usar ação contra Moro para reforçar imagem 'antissistema'

*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF, 15.03.2022 - O pré-candidato à presidência da república Sergio Moro (Podemos) fala com a imprensa ao sair de um evento com reitores de universidades. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF, 15.03.2022 - O pré-candidato à presidência da república Sergio Moro (Podemos) fala com a imprensa ao sair de um evento com reitores de universidades. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aliados do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) vão usar ação de busca e apreensão em sua casa, determinada pela Justiça Eleitoral do Paraná neste sábado (3), para reforçar na atual campanha sua imagem de candidato "antissistema".

Segundo esse discurso, Moro, que disputa o Senado pelo Paraná, está sendo vítima de políticos que ele sempre combateu, seja na esquerda, seja no campo bolsonarista. E que, por isso, tem sido alvo de retaliação.

A ação contra o ex-ministro foi motivada por supostas irregularidades na confecção do material de campanha, no qual a menção aos suplentes de sua candidatura não obedeceria aos tamanhos mínimo exigidos por lei. A operação ocorreu em sua casa porque foi este o endereço de seu comitê comunicado à Justiça Eleitoral.

Um membro da campanha de Moro afirma que a ação foi desproporcional, feita a partir da coligação liderada pelo PT, e que isso se encaixa perfeitamente na narrativa de que o ex-juiz é alguém que enfrenta interesses e por isso sofre reações.

Além de consolidar o apoio que Moro já tem, esse discurso poderia ajudar a atrair pessoas que têm alguma simpatiza pela Lava Jato, mas que não estavam decididas a votar nele.

Pouco após a operação, o ex-juiz divulgou uma mensagem no Twitter criticando o PT e chamado a ação de abusiva, e deve divulgar um vídeo na mesma linha.